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Acordo UE-Mercosul: assinatura no Paraguai sela negociações de um quarto de século

O acordo que cria a maior área de livre comércio do mundo, abrangendo 700 milhões de pessoas, é assinado este sábado, 17. Prevê o fim progressivo de 91% das tarifas do Mercosul sobre produtos europeus e de 92% das tarifas da UE sobre importações sul-americanas.
17 Janeiro 2026, 10h23

União Europeia (UE) e países do Mercosul assinam este sábado, 16 de janeiro, em Assunção, no Paraguai, o acordo de livre comércio que estabelece um novo quadro nas relações económicas, políticas e de cooperação entre as duas regiões do globo.

O acordo criará a maior zona de comércio livre do mundo prevendo o fim progressivo de 91% das tarifas do Mercosul sobre produtos europeus e de 92% das tarifas da UE sobre importações sul-americanas.

O acordo abrirá um mercado conjunto de mais de 700 milhões de consumidores e que, juntos, representam um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente 22 biliões de dólares (19 biliões de euros), segundo dados da Comissão Europeia.

O acordo UE-Mercosul  inclui também um acordo de parceria e cooperação política que visa fortalecer a colaboração em matéria de mudanças climáticas, transição digital e autonomia estratégica, num contexto de tensões geopolíticas e de procura de alternativas à Rússia e China.

Após a assinatura deste sábado, o acordo, que levou mais de um quarto de século a negociar, tem de ser ratificado por cada um dos 27 países da União Europeia, mas conta com resistências em países como França, Hungria, Polónia, Irlanda e Áustria e Bélgica, onde é visto pelos agricultores como uma ameaça ao status quo.

Em Assunção assinam o documento pelo lado europeu, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e o Comissário para o Comércio, Maros Sefcovic. A contraparte latino-americana está representada pelos presidentes do Paraguai, Santiago Peña, do Uruguai, Yamandú Orsi e da Argentina, Javier Milei.

O próximo passa do acordo é o Parlamento Europeu que ou o aprova ou rejeita na totalidade, não podendo introduzir alterações. Na próxima semana sobem a plenário duas resoluções, patrocinadas pela extrema-direita e pela esquerda radical, ambas no sentido de que o acordo seja levado ao Tribunal de Justiça da UE (TJUE) .

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal saúda em comunicado a assinatura do acordo comercial União Europeia – Mercosul.


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