Advogada Maria João Mata sai da PLMJ e torna-se sócia da Miranda

Maria João Ribeiro Mata estava no escritório de Luís Pais Antunes desde 1998. Miranda passa a ter 28 sócios. “Trata-se de mais um passo na concretização da nossa estratégia que vem seguramente contribuir para continuarmos a olhar para o futuro com entusiasmo, ambição e redobrada confiança”, explica Diogo Xavier da Cunha.

A PLMJ perdeu mais um sócio com a saída de Maria João Ribeiro Mata, que estava na equipa de Corporate e M&A escritório de Luís Pais Antunes desde 1998. A advogada vai para o departamento de Direito Comercial e Societário da Miranda & Associados, fazendo com que a sociedade fique com 28 partners, soube o Jornal Económico.

Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Maria João Ribeiro Mata tem uma pós-graduação em Direito Comercial pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa e em Direito do Consumo pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. A jurista tem trabalhado sobretudo em operações de fusões e aquisições, de reestruturação societária e em acordos de joint-venture.

“A integração da Maria João está assente na nossa estratégia de fortalecimento do corpo de sócios da Miranda, traduzindo-se ademais num reforço muito significativo de know-how e experiência em operações de M&A no mercado português e internacional”, afirma o presidente do conselho de administração da Miranda.

Diogo Xavier da Cunha diz que “é verdadeiramente com gosto que recebemos como sócia uma advogada com o mérito profissional e as qualidades técnicas e humanas da Maria João”. “Trata-se de mais um passo na concretização da nossa estratégia que vem seguramente contribuir para continuarmos a olhar para o futuro com entusiasmo, ambição e redobrada confiança”, explica.

No início de setembro, a PLMJ anunciou uma mudança de estratégia e confirmou a saída do sócio João Medeiros, que estava na sociedade de advogados há mais de duas décadas. A reorganização da PLMJ começou em outubro de 2018, sendo caracterizada pelo reforço nos serviços prestados aos clientes empresariais, transformação nos procedimentos de gestão e reorganização da estrutura produtiva (concentração de equipas). Do processo de reestruturação fez ainda parte a mudança de sede para a Avenida Fontes Pereira de Melo.

Foi no âmbito deste processo que, em apenas seis meses, a PLMJ viu sair outros cinco sócios: Nuno Cunha Barnabé e Manuel Santos Vítor, que foram para a Abreu Advogados, João Magalhães Ramalho, que faz agora parte da Telles, Pedro Melo, que passou a integrar a Miranda & Associados, e Tomás Pessanha, que foi para a Garrigues e levou a sua equipa. Contudo, mais recentemente, tornou pública a chegada de João Tiago Morais Antunes ao leque de sócios da firma.

“A PLMJ permanece fiel à sua estratégia de ser uma sociedade independente, multidisciplinar e full service, sem prejuízo de um maior foco estratégico na prestação de serviços às empresas em todas as áreas de prática – incluindo a penal, a contraordenacional e de compliance –, assim como na seletividade reforçada dos serviços prestados e da sua base de clientes”, explicou o managing partner, Luís Pais Antunes.

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Notícia atualizada às 17h25

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Ao escritório de Luís Pais Antunes juntou-se ainda o advogado João Lamy da Fontoura, que esteve na SRS. O reforço insere-se no processo de reestruturação, que prevê um maior foco estratégico nos clientes empresariais e institucionais e a alteração de procedimentos de gestão.
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