Afinal quanto gastou o governo com o novo hospital?

Em matéria de números, existem histórias mal contadas, por exemplo em relação ao processo do Novo Hospital, e que é do domínio do conhecimento dos governantes e de alguns jornalistas, que se silenciam… Vejamos. O JPP requereu ao Governo um conjunto de comprovativos de pagamento sobre o processo do Novo Hospital e os números não batem certo. O vice-presidente do Governo Regional revelou, em sede de Assembleia Legislativa da RAM, em novembro de 2017, que o Governo já investiu 8,2 milhões no projeto do Novo Hospital. Recibos somados mostram, todavia, que o Governo executou, entre 2007 e 2017, apenas 4,9 milhões, ficando a faltar 3,3 milhões, não executados.

Há dias felizes. No domingo, em tom de brincadeira, é claro, o jornalista Jorge Sousa do DN, mostrava algumas reticências pessoais para fazer contas, de pormenor. Também reconheço que nunca foi o meu forte, os números.

Além do mais, como executivo de um órgão público, limpei os mais de 25 mil euros de dívida da Junta de Freguesia de Gaula (do tempo de 2 anos de PSD), em tempo brando, não fosse o investimento social estar limitado ao garrote social-democrata.

Há que gerir o orçamento público, como se do familiar se tratasse. Essa é a coerência. Saiba ou não se saiba fazer contas.

Se formos pela “sabedoria numérica” dos técnicos de topo “x” e “y” do executivo regional, depressa chegamos aos 6 mil milhões de dívida, e com muitos milhões não refletidos nas contas. Uma irresponsabilidade.

Em matéria de números, existem histórias mal contadas, por exemplo em relação ao processo do Novo Hospital, e que é do domínio do conhecimento dos governantes e de alguns jornalistas, que se silenciam…

Vejamos. O JPP requereu ao Governo um conjunto de comprovativos de pagamento sobre o processo do Novo Hospital e os números não batem certo.

O vice-presidente do Governo Regional revelou, em sede de Assembleia Legislativa da RAM, em novembro de 2017, que o Governo já investiu 8,2 milhões no projeto do Novo Hospital.

Recibos somados mostram, todavia, que o Governo executou, entre 2007 e 2017, apenas 4,9 milhões, ficando a faltar 3,3 milhões, não executados.

Em síntese, e analisada toda a documentação requerida, verificamos:

– Em 2015, em pleno funcionamento do Programa de Governo, este não gastou um euro com o Novo Hospital.

– Em 2016, executou, apenas 305 mil euros em Levantamentos, Projetos, Fundações e Assessoria Técnica conforme atesta o PIDDAR e 302,804 mil euros em consultadoria.

– Em 2017 executou 886,640 mil euros (entre projetos e assistências técnica) e 83,618 mil euros em consultadoria.

Conclusão: Na vigência deste Governo (entre 2015 e 2018) o executivo apenas gastou 1.578 mil euros com o projeto e consultadoria do Novo Hospital. O projeto esteve parado entre 2012 e 2015.

Se contabilizarmos as expropriações apenas estão inscritas em 2017 (sem prova de pagamento) 1,9 milhões. Mas até agora, e apesar de solicitados os comprovativos de pagamento, o governo não os remeteu.

Permanece no horizonte a dúvida.

Em traços gerais, e recuando a 2007 (ou melhor entre 2007 e 2017) o governo regional executou 4,5 milhões (em estudos e projetos), 386 mil euros em consultadoria. De expropriações estão inscritas 5,7 milhões, mas até à data sem documento comprovativo de pagamento.

Nesta sucinta análise, e confusão generalizada, onde o governo regional atrapalha e mistura pagamentos e documentos previsionais (orçamentos), somam-se 12,1 milhões, sabendo-se que 7,1 milhões carecem de prova de pagamento.

Recomendadas

Máquinas de venda automática de alimentos no ensino superior com pouca opção saudável, alerta DECO

Os doces (guloseimas, bolachas, bolos e chocolates) estão presentes em todas as máquinas, os snacks salgados em 61%, enquanto as sandes mais saudáveis apenas estão presentes em 31%, os iogurtes sem adição de açúcar em 8% e a fruta fresca em 3%.

Taxa do crédito à habitação desce pela primeira vez em sete meses na Madeira

Em descida face ao mês anterior esteve o capital em dívida, a prestação total e o capital amortizado.

Madeira: Pedro Santana Lopes quer Aliança a contribuir para estabilidade política caso não haja maioria absoluta

Numa ação política no Funchal, o presidente da Aliança, disse que o princípio da continuidade territorial dever ser uma preocupação de qualquer patriota, e criticou o Estado por não cumprir com o princípio da continuidade territorial na ligação marítima entre a Madeira e o Continente.
Comentários