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Agência Nacional de Inovação financiou dois projetos da indústria de microeletrónica em 6,4 milhões

De acordo com a entidade, o financiamento tornado público esta segunda-feira “materializa o compromisso de Portugal com a Estratégia Nacional para os Semicondutores e com o European Chips Act, assegurando que o país participa ativamente em projetos europeus de elevada ambição tecnológica”.
29 Dezembro 2025, 19h08

A Agência Nacional de Inovação (ANI) canalizou 6,4 milhões de euros para dois projetos estratégicos no setor da microeletrónica.

De acordo com a entidade, o financiamento tornado público esta segunda-feira “materializa o compromisso de Portugal com a Estratégia Nacional para os Semicondutores e com o European Chips Act, assegurando que o país participa ativamente em projetos europeus de elevada ambição tecnológica”.

Os projetos são liderados, em Portugal, pelo Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) e pelo Instituto de Telecomunicações (IT).

Com este apoio às duas entidades, a ANI está a “reforçar capacidades científicas e infraestruturas críticas que posicionam Portugal como um parceiro relevante na cadeia de valor europeia dos semicondutores, com impacto direto na inovação, na competitividade e na autonomia estratégica da Europa”, comentou António Grilo, presidente da Agência Nacional de Inovação, citado em comunicado.

De acordo com a ANI, o “apoio de 6,4 milhões de euros visa assegurar o cofinanciamento nacional da participação portuguesa em projetos europeus aprovados no âmbito da Parceria Europeia Chips Joint Undertaking (CHIPS JU), instrumento central do European Chips Act”.

Os projetos estratégicos apoiados pela agência fazem parte do Pilar 1 – Iniciativa para os Circuitos Integrados para a Europa, “com foco no desenvolvimento de linhas piloto, plataformas de design avançado, integração e packaging de chips, áreas críticas para o reforço da autonomia estratégica europeia e para a consolidação da posição de Portugal na cadeia de valor dos semicondutores”.

Segundo Clívia Sotomayor Torres, diretora-geral do INL, “o projeto visa reduzir a dependência de cadeias de abastecimento globais e reforçar a soberania tecnológica”.

“A APECS, linha piloto de encapsulamento avançado e integração heterogénea de componentes e sistemas eletrónicos, é uma iniciativa instituída pelo Chips Act da União Europeia, reunindo dez parceiros sob a liderança da Fraunhofer Society for the Advancement of Applied Research (FhG GmbH, Alemanha), entre os quais o INL. A APECS presta serviços e formação para apoiar as empresas a integrar e encapsular chiplets em novos sistemas eletrónicos, reforçando assim as capacidades europeias em encapsulamento avançado”, explica a mesma responsável.


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