Águas do Alto Minho vai investir 33 milhões em sete concelhos

O investimento será realizado ao longo dos próximos três anos, revelou Carlos Martins, presidente da empresa na cerimónia que marcou o início da atividade da mesma.

O presidente do conselho de administração da Águas do Alto Minho, Carlos Martins, revelou que dos 33 milhões de euros, “mais de 13 milhões de euros vão ser orientados para processos de natureza tecnológica ou de renovação de redes com o objetivo de reduzir significativamente as perdas”.

“Porque somos ambiciosos, queremos até final de 2022 reduzir as perdas, que hoje se estimam em cerca de 40%, para um valor abaixo dos 30%. No final 2024 queremos que esse valor esteja já abaixo dos 20%. Acredito que estas metas são possíveis com o nosso trabalho empenhado de toda a equipa”, afirmou Carlos Martins, durante a cerimónia que marcou o início da atividade da Águas do Alto Minho.

Na sessão, presidida pelo ministro do Ambiente, e com a presença dos presidentes dos sete municípios envolvidos na parceria com o grupo Águas de Portugal e dos trabalhadores, Carlos Martins adiantou que a nova empresa vai gerir 600 infraestruturas entregues pelas autarquias, 65 das quais vão ser intervencionadas por se encontrarem “em situação crítica estrutural ou ambiental”.

“A Águas do Alto Minho já é uma das 10 maiores empresas de água em baixa em Portugal. Daqui a dois anos queremos estar entre as 10 melhores do setor. É esse desafio que me move e que, em equipa, vamos conseguir alcançar”, frisou.

Formalizada em julho de 2019, a empresa emprega “cerca de 120 trabalhadores que aceitaram passar dos quadros dos municípios para a nova empresa”, mas esse número “poderá aumentar até aos 140 a 150 funcionários”. A Águas do Alto Minho é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% por sete municípios do distrito de Viana do Castelo (Arcos de Valdevez, Caminha, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho. Três concelhos do distrito – Ponte da Barca, Monção e Melgaço – reprovaram a constituição daquela parceria.

“Conseguimos integrar 86% a 87% dos trabalhadores das sete câmaras. Cerca de 30 decidiram não integrar a nova empresa e, desses, 20 fazem-nos falta. Durante os próximos seis meses, os municípios vão disponibilizar trabalhadores, sendo que a empresa suportará o encargos até que sejam contratados os funcionários necessários”, explicou.

A empresa começou a operar no dia 01 de janeiro, servindo 100 mil clientes com abastecimento de água, em baixa, e saneamento de águas residuais.

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, sublinhou que a Águas do Alto Minho é um empresa de “cariz exclusivamente público”. “É uma empresa pública e publica será”, reforçou.

Já o presidente da Câmara de Viana do Castelo, e líder da CIM do Alto Minho, José Maria Costa, referiu-se à nova empresa como “um projeto para garantir o futuro das gerações futuras e um grande desafio à inovação e da qualidade do serviço prestado na região”.

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