AHRESP quer que empresas que beneficiaram das linhas Covid tenham acesso ao novo apoio do IAPMEI (com áudio)

A AHRESP diz que a nova linha de apoio às PME do IAPMEI tem condições que irão quase automaticamente excluir todas as empresas do sector do turismo. Por isso pede a revisão de critérios de acesso.

São Gabriel, Almancil (Leonel Pereira)

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) pede, em comunicado, a revisão dos critérios de acesso na nova Linha de Apoio à Tesouraria para Micro e Pequenas Empresas do IAPMEI.

“No âmbito da nova Linha de Apoio à Tesouraria para Micro e Pequenas Empresas do IAPMEI, disponível para todos os sevtores de atividade, a AHRESP defende que deve ser eliminada a condição que impede o acesso às empresas que beneficiaram de linhas de crédito Covid-19 com garantia pública”, lê-se no comunicado.

A associação defende que esta condição imposta pela nova linha do IAPMEI “não se coaduna com a atual realidade empresarial”. Dado que, um ano e meio de pandemia provocou fortes dificuldades na tesouraria, como resultado de vários meses de faturação a zeros, e como tal a maioria das empresas viu-se forçada a recorrer a crédito para cumprir as suas obrigações financeiras.

O recurso a esta linha de apoio também obriga os beneficiários a prestar uma declaração onde apresentem valores estimados de volume de negócios para os exercícios de 2022 e 2023 superiores, em cada ano, aos valores obtidos em 2019 (ou em 2020, no caso de empresas com início de atividade após 1 de janeiro de 2020). “Embora este seja, efetivamente, o cenário ambicionado por todos, esta é uma condição que irá quase automaticamente excluir todas as empresas do setor do turismo”, alerta a AHRESP.

Recorde-se que no plano “Reativar Turismo – Construir Futuro”, apresentado pelo Governo no final de maio, é estimado que as receitas turísticas de 2021 representem apenas 50% dos valores registados em 2019 e que, em 2022, manter-se-ão ainda abaixo dos números pré-pandemia. “É, por isso, absolutamente fundamental que esta condição seja retirada com a máxima urgência possível, sob risco de ser discriminatória para um dos principais sectores de atividade económica”, apela a associação do sector.

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