AICEP apresenta Acelerador das Exportações Online

A AICEP vai concentrar todo o seu trabalho de junho no objetivo fixado pelo Governo de promover as exportações. Na próxima terça-feira, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, vai acompanhar a apresentação da nova ferramenta de Inteligência Artificial que é colocada ao serviço dos exportadores nacionais, o “Acelerador das Exportações Online”.

Aly Song/Reuters

Com o objetivo de promover o relançamento da economia portuguesa de forma a contrariar a crise provocada pela pandemia da Covid-19, a partir de junho a AICEP Portugal Global a coloca o foco da sua estratégia no “Acelerador das Exportações Online” que será a nova funcionalidade destinada a apoiar as empresas exportadoras portuguesas com recurso a Inteligência Artificial. O lançamento terá lugar na próxima terça-feira, 2 de junho, às 9h30, com transmissão Live na “Plataforma Portugal Exporta”.

A abertura fica a cargo do presidente da AICEP, Luís Castro Henriques, contando com a presença do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e o encerramento será feito pelo secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias.

A conferência de lançamento do “Acelerador das Exportações Online”, o administrador da AICEP, João Dias, explicará todas as funcionalidades da plataforma na apresentação subordinada ao tema “A transformação digital da AICEP: Acelerar o E-Commerce”. Será feita uma apresentação prévia aos órgãos de comunicação social, amanhã, 1 de junho, às 11h30, via Teams Meeting – este pré-lançamento será monitorizado em videoconferência, com explicação de todas as novas funcionalidades colocadas à disposição dos exportadores.

Através do “Acelerador das Exportações Online”, as empresas acedem a recomendações de mercados digitais customizadas para cada perfil exportador – consoante as áreas de atividade e os mercados de destino dos produtos, bens e serviços, nacionais – e “podem criar um plano de internacionalização digital”, que será acompanhado pela AICEP, refere a entidade. “Trata-se de uma oferta integrada de produtos e serviços de informação, formação e consultoria em comércio eletrónico internacional e na recomendação, com recurso a Inteligência Artificial, de mercados digitais às empresas portuguesas”, explica a AICEP.

“O nosso objetivo é continuar a trazer mais empresas para a internacionalização e diversificar as exportações portuguesas, desta vez com foco nos mercados digitais. Mais do que uma alternativa ao comércio tradicional, a exportação online deve ser encarada como um complemento e, cada vez mais, como uma evolução necessária para as empresas. Hoje os marketplaces são quase como novas geografias, com especificidades e desafios próprios e oportunidades a explorar”, refere o presidente da AICEP, Luís Castro Henriques.

No primeiro trimestre a economia portuguesa já registou uma contração homóloga de 2,3%, o que corresponde ao pior desempenho registado em sete anos. Um dos principais fatores que contribuíram para esta queda foi a grande contração do consumo privado, mas o nível de investimento também sofreu uma forte redução e as exportações refletiram um recuo das compras efetuadas pelos principais mercados de destino, igualmente afetados pela pandemia da Covi-19.

No entanto, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a procura externa prejudicou mais a evolução da economia do que a procura interna, colocando sem segundo plano a queda do consumo e do investimento total. Assim, o foco principal do relançamento da atividade económica portuguesa será contrariar o “colapso” de aproximadamente 10%, em termos homólogos, registado nas exportações de serviços, onde se destaca o turismo, atendendo à travagem abrupta sentida neste sector em março, devido ao confinamento imposto pela crise pandémica que levou ao congelamento da atividade das transportadoras aéreas, dos operadores turísticos, das empresas de rent-a-car, dos grupos hoteleiros, das organizações de eventos, feiras e da restauração e demais serviços relacionados com a atividade turística. O INE explica igualmente que “as exportações de bens e serviços em volume registaram uma variação homóloga de -4,9% no primeiro trimestre, após o crescimento de 6,2% no trimestre anterior”, sendo que para esta evolução, destaca “a diminuição mais acentuada das exportações de serviços, com uma taxa de variação homóloga de -9,6% (contra um crescimento de 3% no trimestre anterior), sobretudo em consequência da contração da atividade turística”. As exportações de bens também diminuíram, passando de uma variação homóloga com um crescimento de 7,7% para uma queda de -2,7%, no primeiro trimestre, segundo dados do INE.

Uma das áreas com impacto mais significativo na interrupção do turismo em Portugal foram as viagens de negócios e os eventos internacionais (todo o programa de eventos e feiras marcado para Lisboa, Porto, Madeira e Algarve foi cancelado), com impacto em várias atividades, destacando-se o efeito negativo na redução do consumo. Segundo o INE, o consumo privado sofreu o efeito da redução da despesa efetuada por não residentes, registando “uma taxa de variação homóloga de -2,2% no primeiro trimestre de 2020, após um crescimento de 2,7% no trimestre anterior”.  Adiantam os dados do INE que s exportações totais caíram 4,9%, mais do que as importações, que apenas perderem 2% no primeiro trimestre, em termos homólogos.

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