O AICEP Global Parques está a fazer um estudo para caracterizar e mensurar de forma rigorosa qual o impacto económico e social do complexo industrial de Sines, revelou Isabel Caldeira Cardoso, CEO da AICEP Global Parques, durante o evento Fora da Caixa, da Caixa Geral de Depósitos, do qual o Jornal Económico é media partner.
A CEO salienta que este estudo não vai ser fácil, uma vez que se tem de criar um modelo “porque muitas das sedes das empresas instaladas em Sines não estão cá”, contudo este estudo tem como objetivo ajudar a empresa a apresentar ao Governo o impacto económico que a zona tem e pedir o que falta. “É importante para nós fazermos um lobby ao governo para investir aqui, porque para além das empresas tem de haver todos os serviços sociais para fazer face a este crescimento”
Durante a sua apresentação, que teve como tema a “Sines como hub para investimento estrangeiro”, Isabel Caldeira Cardoso, afirmou que até 2031 “temos uma grande pipeline de projetos, cerca de 30, com alguns já a estarem a instalar-se e outros a terem já feito as reservas.”.
Apesar do elevado número de projetos, a CEO salienta que tudo é “volátil”, relembrado que “vivemos uma procura enorme em projetos de hidrogénio, mas que depois caíram”. “Face a este desenvolvimento da IA e da procura, temos uma procura enorme por projetos de data centers e por baterias”, refere.
Para Isabel Caldeira Cardoso “quando um investidor escolhe Sines quer estar numa região que se preocupa com a sustentabilidade”. Por esta razão a empresa tem trabalhado em questões de sustentabilidade. “Estamos a apostar na energia verde na região, que tem tido alguns obstáculos”, salienta.
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