Eurogrupo com avaliação muito positiva da situação pós-programa em Portugal

Os ministros das Finanças da zona euro concordaram que o relatório da décima missão de acompanhamento pós-programa a Portugal é “bastante positivo”, tendo o Governo dado conta ao Eurogrupo de desenvolvimentos mais recentes que considera cimentarem essa ideia.

Cristina Bernardo

Em declarações aos jornalistas, o secretário de Estado das Finanças, Ricardo Mourinho Félix – que representa Portugal nas reuniões do Eurogrupo, presididas pelo ministro Mário Centeno – indicou que “a avaliação que é feita pelas autoridades é bastante positiva sobre o caminho que Portugal fez, quer ao nível do crescimento económico, da criação de emprego, da estabilização do sistema financeiro, e em particular da redução acentuada do crédito malparado, mas também ao nível da consolidação orçamental”.

“É claramente um relatório pós programa muito positivo”, concordou o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, naquela que foi a sua última conferência de imprensa após um Eurogrupo, dado a próxima reunião ter lugar em novembro, já com a nova Comissão Europeia liderada por Ursula von der Leyen em funções.

Mourinho Félix adiantou que, além da discussão sobre as conclusões da décima missão de acompanhamento pós-programa, que decorreu entre 14 e 19 de junho passado, em Lisboa, informou o Eurogrupo “sobre os desenvolvimentos recentes, já depois da avaliação, nomeadamente ao nível da revisão das contas nacionais, e que vieram revelar um crescimento mais forte do que aquele que era estimado anteriormente”, o que faz de Portugal o segundo país com maior crescimento no seio da zona euro, a seguir à Irlanda, “e dois anos, e possivelmente um terceiro ano este também, de convergência com a zona euro”.

“Informei também os meus colegas sobre desenvolvimentos mais recentes a nível da redução do crédito malparado e dei nota que Portugal tem hoje de facto uma avaliação de investimento por parte de todas as principais agências de rating com ‘outlook’ positivo, e do recente ‘upgrade’ por parte da agência DBRS”, apontou.

O secretário de Estado acrescentou que “também foi assinalado” o pagamento antecipado que Portugal fará na próxima semana, de dois mil milhões de euros, ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira – dos empréstimos concedidos no quadro do programa de ajuda externa (2011-2014) -, que considerou “mais um contributo para uma redução da despesa em juros” e melhoria das necessidades de financiamento.

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