Os bancos fizeram 33.600 avaliações de imóveis em junho, menos 5,5% face ao mês anterior. A quebra mensal num indicador que precede o crédito em dois a três meses sugere que o volume está a travar antes do preço no mercado imobiliário.
Com a curva EURIBOR inclinada, escolher revisão a 12 meses em vez de 3 meses custa 37 euros por mês a mais numa prestação típica. A escolha do prazo de revisão merece mais atenção do que o spread na negociação do crédito habitação.
Entre quem mudou de contrato de energia, 94,88% escolheu tarifa simples. A bi-horária ficou-se pelos 5,05%, sinal de que a maioria dos consumidores já concentra a atenção na escolha de comercializador, não na arquitetura horária do tarifário.
Nos processos intermediados pelo ComparaJá, o LTV médio ficou nos 67%, a 23 pontos percentuais do limite de 90% recomendado pelo Banco de Portugal. A maioria dos compradores já financiava de forma conservadora antes de qualquer aperto regulatório.
Setúbal e Lisboa são distritos contíguos, mas a prestação média de crédito habitação difere 278 euros por mês: 539 euros contra 817. O preço do metro quadrado transmite-se integralmente para a prestação, e essa diferença pode determinar a aprovação ou recusa do processo.
O montante médio do crédito habitação subiu para 208.774 euros em julho, mais 13 mil euros do que em junho. O prazo médio recuou para 31,2 anos, o que significa que a prestação absorveu diretamente o aumento do capital.