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Alemanha mantém verificações de fronteira por mais seis meses

Sistema que suspende o tratado sobre o Espaço Schengen está em vigor desde setembro de 2024. Atual ministro do Interior anunciou que os controlos vão manter-se por mais seis meses.
16 Fevereiro 2026, 10h51

A Alemanha decidiu estender os controlos nas suas fronteiras por mais seis meses a partir do próximo dia 15 de março – mantendo assim uma resposta relativa à segurança, disse o ministro do Interior, Alexander Dobrindt, em declarações ao jornal ‘Bild’ divulgadas na segunda-feira. A correspondente notificação está já a caminho da Comissão Europeia, que deve ser informada das alterações que qualquer dos seus Estados-membros introduz nas fronteiras do bloco.

“Vamos estender os controlos nas fronteiras com os nossos países vizinhos – os controlos de fronteira são um elemento da nossa reorganização da política migratória na Alemanha”, disse Dobrindt.

O controlo de fronteiras começou em setembro de 2024. A Alemanha já tinha estabelecido controlos mais apertados nas fronteiras como a Polónia, a República Checa, a Áustria e a Suíça, tendo estendido a verificação sistemática de documentos para as fronteiras com Dinamarca, Holanda, Bélgica, Luxemburgo e França.

De então para cá, os controlos vêm sendo renovados de seis em seis meses.

Na altura, os críticos afirmavam que o Espaço Schengen ficaria comprometido. O tratado abrange 29 países: para além dos Estados da União Europeia também Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça estão abrangidos. Na prática, o tratado faz com que, nas fronteiras internas do espaço, não haja controlo de passaportes, apenas nas externas.

Recorde-se que o regresso do controlo das fronteiras alemãs foi decidido pelo anterior govrno, liderado pelos social-democratas do SPD. Nancy Faeser, na altura ministra do Interior, alegava que há um número elevado de imigrantes não autorizados a entrarem na Alemanha e que o sistema de acolhimento de refugiados do país se encontra sobrecarregado. “A proteção da segurança interna contra as atuais ameaças do terrorismo islâmico e da criminalidade transfronteiriça” era outro dos argumentos então usados.


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