A dívida alemã está pressionada esta quinta-feira com a taxa dos títulos a atingir o nível mais elevado desde 2003. O relatório da BA&N Research Unit, que analisou esta quinta-feira o desempenho da dívida da Alemanha nos mercados, alerta que as taxas estão cada vez mais perto de quebrar a fasquia dos 3%.
A confirmar este pessimismo em torno da dívida alemã, o IFO Institute voltou a lançar dúvidas sobre o desempenho da economia do país face aos desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente: preços da energia podem atrasar crescimento económico na maior economia da zona euro.
O IFO Institute reviu a sua previsão de crescimento em baixa devido à guerra no Médio Oriente: um aumento a curto prazo dos preços da energia atrasaria o crescimento económico em cerca de 0,2 pontos percentuais (pp) este ano em comparação com as estimativas pré-guerra, pelo que o instituto prevê um crescimento de 0,8% este ano e de 1,2% no próximo ano.
“Atualmente, esperamos que a taxa de inflação suba para pouco menos de 2,5% se os preços do petróleo e gás voltarem a cair nas próximas semanas. No entanto, se os preços da energia fóssil se mantiverem ao nível atual por mais tempo, a inflação poderá subir para pouco menos de 3% no seu pico. Isto abrandaria o crescimento em mais 0,2 pp, para apenas 0,6% este ano, e em 0,4 pp para 0,8% no próximo ano”, afirma Timo Wollmershäuser, Chefe de Previsão Económica do instituto com sede em Munique, Alemanha.
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