A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) avisou hoje que existe um “risco significativo” de rutura de um dique no rio Mondego.
Um total de três mil pessoas foram já evacuadas em Coimbra, nas margens esquerda e direita do rio.
“No rio Mondego, há um risco significativo de poder existir alguma rutura nos diques”, disse hoje Mário Silvestre, Comandante Nacional da Proteção Civil.
Já foi realizada uma “evacuação preventiva”, incluindo “pessoas com dificuldade de mobilidade” e lares de terceira idade.
O comandante considera que esta é uma das “situações mais complexas neste momento” perante o “potencial de rompimento de um desses diques”, havendo 30 km do rio Mondego com diques, entre Coimbra e a Figueira da Foz.
O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa e o primeiro-ministro Luís Montenegro estão a caminho de Coimbra para acompanhar a situação.
Na conferência de imprensa de balanço diário, a Proteção Civil avisou que existe um “risco significativo de inundações nos rios Tejo, Mondego, Sorraia, Vouga, Águeda, Sado”.
“Mantemos o alerta de precaução redobrada para todas as pessoas que vivem nestas zonas, para subida rápida das águas dos rios”, acrescentou.
Noutros rios existe risco de inundação, incluindo os rios Minho, Coura, Ave, Tâmega, Sousa, Lis, Cávado, Lima, Douro, Nabão e Guadiana.
Sobre o abastecimento de eletricidade, disse que a E-Redes comunicou hoje que existem 39 mil clientes sem energia, com 30 mil destes em zonas afetadas pela tempestade Kristin: 23 mil em Leiria, 6 mil em Santarém e mil em Castelo Branco.
E destacou os riscos de deslizamento de terras como se verifica em Porto Brandão (Almada) com evacuação de população.
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