Alívio fiscal e linhas de crédito injetam 9.200 milhões nas empresas portuguesas

O pacote total para as empresas – entre alívio fiscal e linhas de crédito – vale mais de nove mil milhões de euros, o equivalente a 4,3% do PIB nacional, anunciou hoje o Governo. As medidas vão servir para as empresas enfrentar a crise do coronavírus.

Cristina Bernardo

As empresas vão ter direito a um pacote de apoios no valor total de 9.200 milhões de euros para enfrentar a crise do coronavírus, o equivalente a 4,3% do PIB português, anunciou hoje o ministro das Finanças.

“Este conjunto de medidas, que hoje aqui apresentamos na área contributiva, fiscal e de garantias, tem um valor de aumento da liquidez imediata das empresas e dos trabalhadores independentes em Portugal próximo de 9.200 milhões de euros”, disse Mário Centeno em conferência de imprensa conjunta com o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

“Existirá uma flexibilização do pagamento de impostos, e das contribuições sociais, no segundo trimestre de 2020”, destacou o ministro das Finanças.

“O Governo decide agora flexibilizar o pagamento de impostos para as empresas, e trabalhadores independentes”, afirmou esta quarta-feira, 18 de março.

Esta injeção de liquidez divide-se por: linhas de crédito no valor de 3.000 milhões de euros para as empresas, e um alívio fiscal superior a seis mil milhões de euros –  5.200 milhões do lado fiscal e mil milhões em contribuições sociais.

“Vai haver uma redução muito significativa nas obrigações contributivas e fiscais das empresas”, destacou o ministro das Finanças.

Governo adia prazos de pagamentos de impostos para empresas e trabalhadores independentes

 

Governo anuncia pacote de três mil milhões de euros para empresas

Relacionadas

Governo anuncia pacote de três mil milhões de euros para empresas

Os setores com as maiores fatias do apoio são o turismo – 1.100 milhões de euros – e a indústria – 1.300 milhões. Linhas começarão a estar disponíveis nos próximos dias. Com um período de carência até ao final do ano, poderão ser pagas ao longo de quatro anos, até final de 2024.

Centeno diz que moratória nos créditos deverá ser aprovada até final de março

“Toda a legislação será aprovada até ao final do mês e avancará de forma efectiva para garantir que neste período temporário todos possamos dar o nosso contributo”, disse o ministro das Finanças, em conferência de imprensa.

Governo adia prazos de pagamentos de impostos para empresas e trabalhadores independentes

Ministro das Finanças anunciou flexibilização das obrigações fiscais e contributivas para empresas e trabalhadores independentes. Contribuições para a segurança social ficam reduzidas e os processos de execução fiscal estão suspensos.

Centeno não descarta Orçamento retificativo

Ministro das Finanças admitiu a possibilidade de um Orçamento retificativo, salientando que “não estamos em tempos normais”. Assegurou que o resultado orçamental “não é um tema central” neste momento e não fechou a porta a utilizar a liquidez disponível junto do Tesouro.
Recomendadas

Eletricidade. Desde 2009 que o valor da dívida tarifária não era tão baixo

A dívida vai afundar mil milhões em 2022, a maior descida registada desde 2008.

“Apoios de nove milhões foram cruciais para minimizar prejuízos”, revela presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto

“Esses apoios foram cruciais para, de alguma forma, minimizar aquilo que poderiam ser os prejuízos dos agricultores na venda das suas uvas”, revela Gilberto Igrejas. “Foram nove milhões de euros, na Região Demarcada do Douro, muito importantes para que o tecido produtivo não tivesse quebras superiores”, assegura o presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), na edição do podcast “Conversas com Norte” que irá para o ar na próxima segunda-feira.

CGTP considera medidas na proposta de OE2022 insuficientes

A intersindical reconhece o mérito do desdobramento dos escalões do IRS, mas considera esta medida “manifestamente insuficiente” e pede mais rasgo no combate ao “modelo de precariedade” que vigora em Portugal.
Comentários