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Alternativas europeias à Visa e Mastercard são “urgentemente ” necessárias, afirma chefe do sector bancário

“Estamos altamente dependentes de soluções de [pagamento] internacionais”, disse Martina Weimert, diretora executiva da European Payments Initiative (EPI).
9 Fevereiro 2026, 11h55

A Europa precisa “urgentemente” de reduzir a sua dependência de grupos norte-americanos como a Visa e a Mastercard, afirmou Martina Weimert, diretora executiva da European Payments Initiative (EPI) ao “Finantial Times”.

“Estamos altamente dependentes de soluções de [pagamento] internacionais”, disse Martina Weimert.

“Sim, temos bons ativos nacionais, como esquemas domésticos de cartões [de pagamento], mas não temos nada transfronteiriço.” “Se dizemos que a independência é tão crucial e todos sabemos que é uma questão de tempo, precisamos de agir urgentemente”, a diretora executiva da EPI.

A Visa e a Mastercard foram responsáveis por quase dois terços das transações com cartões na Zona Euro em 2022, de acordo com o Banco Central Europeu, com 13 países membros a carecerem de uma alternativa nacional aos fornecedores dos EUA. Mesmo onde existem esquemas domésticos, o seu uso está a diminuir.

Com a queda do uso de numerário, as autoridades europeias estão cada vez mais preocupadas com o facto de o poder das empresas de pagamentos dos EUA poder ser instrumentalizado no caso de uma rutura grave nas relações.

A integração profunda criou dependências que poderiam ser abusadas quando nem todos os parceiros fossem aliados”, alertou Mario Draghi, antigo presidente do BCE, num discurso recente. “A interdependência, outrora vista como uma fonte de contenção mútua, tornou-se uma fonte de influência e controlo.”

 


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