Altice prepara venda da antiga Portugal Telecom. “Rumores”, diz dona da Meo

Os analistas do CaixaBank/BPI consideram que, numa primeira leitura, o mercado pode concluir que a venda ocorre agora porque “o cenário competitivo será mais duro assim que um novo player entre no mercado”.

A Altice Portugal referiu esta sexta-feira que as intenções de venda da antiga Portugal Telecom (PT) por parte do grupo do franco-israelita Patrick Drahi são “rumores” e “especulações”, que considera “normal” surgirem dado o contexto regulatório nacional “hostil” e “adverso”.

O semanário “Expresso” noticia na edição de hoje que, seis anos depois de ter comprado a PT, a Altice Europe está a preparar a venda daquela que ainda é a maior operadora de telecomunicações portuguesa. Ao que o jornal apurou, junto de várias fontes com conhecimento do negócio, apesar de o processo estar numa fase muito inicial, a empresa já mandatou um banco de investimento internacional para testar a alienação.

Em comunicado de reação, a Altice Portugal recorda que ainda recentemente, aquando da divulgação de resultados da ‘telecom’ no primeiro trimestre, o grupo “manifestou grande satisfação com a operação” no país, bem como a sua equipa de gestão e números apresentados. A receita total da Altice Portugal cresceu 5,1% para 549,1 milhões de euros até março.

A empresa liderada por Alexandre Fonseca destaca ainda que a Altice Europa considera ainda que a operadora “mostrou resiliência durante a pandemia”, que tem potencial de crescimento e que não há qualquer processo de alienação em curso relativamente aos ativos em Portugal”.

Ainda assim, admite que é previsível que grandes operadores equacionem cenários destes, para responder à pressão. “O sector das comunicações vive sem uma estratégia nacional devidamente definida. Hoje, neste sector, não há diálogo, cooperação ou estabilidade regulatória e vive-se sem uma estratégia pública de criação de valor, com profunda falta de previsibilidade acerca dos desafios dos tempos moderno”, critica a Altice Portugal, referindo-se, por exemplo, aos meandros em que decorre o leilão do 5G e aos contactos com o regulador Anacom.

Confrontados com a notícia da potencial venda da MEO, os analistas do CaixaBank/BPI afirmaram que, numa primeira leitura, o mercado pode considerar que a venda ocorre agora porque “o cenário competitivo será mais duro assim que um novo player entre no mercado”. “A performance da MEO pode-se tornar mais fraca com um novo operador disruptivo no mercado e assim seria um bom momento para vender”, apontam, em research.

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