Altri aumenta lucros em 24,8% no final de 2017

Cerca de 90% da produção da pasta de papel segue para os mercados internacionais, com a Europa e a China a representarem as geografias mais importantes do grupo.

Jose Manuel Ribeiro/Reuters

A Altri registou, no exercício de 2017, um resultado líquido de 96,1 milhões de euros, valor que compara com os 77 milhões registados em 2016, representando um aumento de 24,8%. As receitas totais atingiram 665,8 milhões, um aumento de 8,7% face a 2016, “em virtude da maior capacidade de produção demonstrada pela empresa em 2017, tendo ultrapassado 1,042 milhões de toneladas produzidas, das quais 105,4 mil de pasta solúvel”, refere o grupo em comunicado.

A Altri reforçou o seu perfil exportador ao colocar nos mercados externos 90% do total da sua produção. O principal destino das vendas da Altri continua a ser a Europa, que excluindo Portugal representou 70% das vendas, ou seja, cerca de 739 mil toneladas. O segundo mercado mais relevante foi a China, sendo o destino de 10% do total das vendas.

Os custos totais de 2017, excluindo amortizações, custos financeiros e impostos, ascenderam a cerca de 474,7 milhões de euros, um crescimento de cerca de 7% face ao ano anterior. Em termos de utilização da pasta, os produtores de papel tissue são os principais clientes da Altri com uma quota de 50%, seguindo-se os produtores de papel gráfico de impressão e escrita e os produtores de especialidades, com quotas de mercado de 21% e 19%, respetivamente. Os produtores de filamentos de viscose – consumidores de pasta DWP – representam cerca de 9% das vendas.

O EBITDA de 2017 atingiu 191,1 milhões de euros, um crescimento de cerca de 14% face ao ano anterior, com uma margem de 28,7%, ou seja, mais 1,4 pontos percentuais. O resultado financeiro cifrou-se num encargo líquido de 18,8 milhões de euros. Em 2017, a empresa realizou investimentos de 82,2 milhões de euros, sublinhando que “o montante de investimento para o ano de 2018 será significativamente inferior ao montante investido em 2017”.

O endividamento nominal remunerado líquido deduzido de disponibilidades da Altri em 31 de Dezembro de 2017 ascendia a 388,2 milhões de euros, o que corresponde a um decréscimo de cerca de 50,4 milhões de euros face à dívida líquida de 438,6 milhões de euros, registada no final de 2016. “Tendo em conta que, no decorrer de 2017, foram pagos cerca de 51,3 milhões de euros de dividendos, o free cash flow to equity gerado no exercício de 2017 ascendeu a cerca de 101,6 milhões de euros, montante este que foi alcançado num contexto extraordinário de investimento”.

Relativamente ao exercício de 2017, a administração do grupo irá propor à Assembleia Geral de Acionistas o pagamento de um dividendo de 30 cêntimos por ação.

De acordo com os dados do Pulp and Paper Products Council (PPPC), World Chemical Market Pulp Global 100 Report, em 2017 a procura total de pastas hardwood cresceu cerca de 4,9%, o que se materializou num crescimento incremental absoluto de 1,59 milhões de toneladas. Detalhando por geografias, constata-se que uma vez mais a procura proveniente da China registou níveis de crescimento de dois dígitos, atingindo mais 12,9%.

Atualmente, a Altri gere cerca de 84 mil hectares de floresta em Portugal, integralmente certificada pelo Forest Stewardship Council (FSC)1 e pelo Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC). O grupo detém três 3 fábricas de pasta em Portugal, com uma capacidade instalada que, em 2017, superou 1 milhão de toneladas/ano de pastas de eucalipto. Celbi e Celtejo – esta última muito em foco por causa da recente poluição do Tejo – fazem parte do grupo.

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