ANA desaconselhava aeroporto no Montijo quando era empresa pública

“A localização interfere com as rotas migratórias de aves aquáticas, potenciando o risco de colisão das aeronaves com aves e interferindo com a avifauna local”, alertava um estudo da autoridade de aeroportos nacional, quando era uma empresa pública.

A ANA – Aeroportos de Portugal desaconselhava localizar um novo aeroporto no Montijo em 2007, de acordo com a opinião expressa por técnicos da autoridade dos aeroportos nacional num estudo a que o “Expresso” teve acesso.

“Considera-se desaconselhável a localização Montijo para a implementação de um aeroporto complementar à Portela, tendo em conta as várias vertentes em que foi analisada”, pode ler-se no documento divulgado este sábado, 16 de novembro, pelo semanário do grupo Impresa.

Os especialistas da ANA, na altura uma empresa pública e liderada por António Guilhermino Rodrigues, defendiam que no Montijo existiam “condicionantes físicas” e que os “volumosos investimentos e os custos operacionais” dessas infraestruturas poderiam ter “impactes ambientais”.

“A localização interfere com as rotas migratórias de aves aquáticas, potenciando o risco de colisão das aeronaves com aves e interferindo com a avifauna local. As condições do solo, com níveis freáticos muito elevados, elevam o custo final quer nas áreas pavimentadas quer nos edifícios. A proximidade ao rio Tejo, com inerentes riscos de inundação da plataforma e potencial de contaminação do rio”, refere o documento redigido há 12 anos para estudar alternativas ao aeroporto da Ota.

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