André Ventura acusa Cristas de “demagogia”

Assunção Cristas considera a ocupação ilegal de um terreno por cidadãos romenos como “o mais triste exemplo” de Lisboa. Ventura diz que foi acusado de xenofobia e racismo por denunciar situações semelhantes em Loures.

A coligação ‘Primeiro Loures’, liderada por André Ventura, confessou-se “surpreendida” com as palavras de Assunção Cristas, no Facebook, onde retrata a ocupação ilegal de um terreno em Entrecampos por cidadãos romenos como o “mais triste exemplo da Lisboa esquecida e abandonada, anos e anos a fio, pelos executivos socialistas”, refere um comunicado de imprensa onde Cristas é acusado de ter “dois pesos e duas medidas”.

O candidato a Loures concorda com a afirmação da líder do CDS-PP, pois considerar que se trata de uma situação de impunidade perante a lei e o Estado de Direito, acrescentando que o mesmo acontece noutros locais do país, nomeadamente, e repetidamente, em Loures.

A lista de André Ventura argumenta que tem denunciado situações idênticas no concelho de Loures e que essas tomadas de posição foram consideradas xenófobas e racistas por Assunção Cristas.

Há duas semanas, Ventura concedeu uma entrevista em que afirmou que a comunidade cigana de Loures vive na dependência de subsídios estatais, em declarações que lhe valeram acusações de racismo e a retirada do apoio do CDS.

A candidata à Câmara de Lisboa e líder do CDS-PP afirmou que “jamais deixaria que o CDS pudesse ser associado ao racismo” e retirou o apoio do partido a Ventura, que passou a ser candidato apenas do PSD. Ventura acusa agora Cristas de  ter “dois pesos e duas medidas” perante casos que diz serem semelhantes.

“A verdade, é que a líder do CDS-PP projetou o seu partido para a irrelevância política no concelho de Loures, preferindo o sillêncio ao lado do problema, em vez de uma voz ativa ao lado da solução”, conclui a nota.

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É doutorado em Direito Público e co-autor de um livro com a “taróloga” Maya. É professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa e declara que as pessoas de etnia cigana “vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado” e “acham que estão acima das regras do Estado de Direito.” As duas faces do candidato autárquico que José Pinto Coelho, líder do PNR, considera ser um dos “seus”.
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