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André Ventura: “Será que alguém de direita que esteja bem da cabeça pode votar em Marcelo?”

Candidato presidencial apontou a Marcelo Rebelo de Sousa o ter permitido a substituição de Joana Marques Vidal na Procuradoria Geral da República e de Vítor Caldeia no Tribunal de Contas e perguntou “de que vale um Presidente da República cujas palavras valem zero para o Governo”.
André Ventura em debate com Marcelo Rebelo de Sousa
6 Janeiro 2021, 23h11

O candidato presidencial André Ventura defendeu no debate com o atual Presidente da República, realizado nesta quarta-feira pela SIC, que o eleitorado de direita não deverá votar a 24 de janeiro em quem “esteve permanentemente ao lado do Governo”, chamando-lhe “candidato que se diz de centro-direita”. “Será que alguém de direita que esteja bem da cabeça pode votar em Marcelo Rebelo de Sousa?”, perguntou.

Procurando colar o interlocutor ao Executivo de António Costa, Ventura apontou ao atual chefe de Estado ausência de intervenção nos “múltiplos casos” que envolveram ministros e ter permitido “a substituição de quem fez mandatos ótimos”, como Joana Marques Vidal na Procuradoria Geral da República e Vítor Caldeira no Tribunal de Contas. Marcelo Rebelo de Sousa reagiu, dizendo que as alterações previstas constitucionalmente “não vieram debilitar a luta contra a corrupção” e sublinhou os avanços nos processos do Banco Espírito Santo, ‘Lex’ e ‘Marquês’.

Insatisfeito com essa explicação, Ventura recordou o “mandato extraordinário” de Joana Marques Vidal na investigação de José Sócrates, “um primeiro-ministro que destruiu a economia portuguesa”, e voltou a acusar o Presidente da República de se “ter refugiado num papel formal”.

De igual forma, perguntou “de que vale um Presidente da República cujas palavras valem zero para o Governo”, aludindo às críticas que Marcelo Rebelo de Sousa fez à atuação de ministros como Eduardo Cabrita e Francisca Van Dunem, sem que disso resultasse a sua exoneração pelo primeiro-ministro. E recordou que “temos o maior Governo da História, que o Presidente da República consentiu”.


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