Angola deve pedir ajuda ao FMI e não emitir mais obrigações do tesouro, defendem analistas

Analistas europeus defendem que vai ser difícil a Angola obter novos créditos através da emissão de obrigações do tesouro em euros. E defendem que país devia centrar esforços em obter fundos de emergência do FMI e dialogar com a China para tentar resolver o fosso financeiro que se antecipa para o pagamento de dívidas dado o colapso do preço do petróleo.

Analistas europeus defendem que emissão de títulos de tesouro não é credível e que o governo angolano deveria agora centrar se em obter fundos de emergência do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao mesmo tempo dialogar com a China para tentar resolver o fosso financeiro que vai existir para o pagamento de dívidas dado o colapso do preço do petróleo. O alerta é noticiado pelo site notícias de Angola Voz da América (VOA) que cita a opinião de analistas à agência de notícias Bloomberg.

Segundo o site VOA, a decisão de Angola emitir os títulos surge numa altura em que se avizinham grandes dificuldades económicas para o país devido ao colapso do preço do petróleo nos mercados internacionais. O petróleo Brent estava nesta quarta-feira, 25 de março, a ser comercializado a pouco menos de 30 dólares o barril e com avisos que poderá haver mais quedas do preço.

“O orçamento angolano previa 55 dólares o barril e agora analistas económicos avisam que vai ser difícil a Angola a procura de mais crédito para colmatar as enormes dificuldades que vão surgir”, avança o site VOA, recordando que o presidente angolano João Lourenço autorizou na semana passada a venda de três mil milhões de dólares em Eurobonds embora não tenha sido anunciado calendário para a emissão dessa dívida.

O site VOA dá conta de que a agência de notícias económica Bloomberg citou um administrador britânico de obrigações que lançou o alerta: “a emissão desses títulos não é credível e que o governo angolano deveria agora centrar se em obter fundos de emergência do Fundo Monetário Internacional e ao mesmo tempo dialogar com a China para tentar resolver o fosso financeiro que vai existir para o pagamento de dívidas dado o colapso do preço do petróleo”.

Outro analista citado pela Bloomberg fez ainda notar que o crédito de Angola está dependente do petróleo e com a queda do preço aumentam as pressões sobre a situação financeira do país que depende em 90% das exportações de petróleo para o seu rendimento.

Angola tem neste momento uma dívida em dólares de cerca de oito mil milhões de dólares para com investidores europeus e americanos, segundo a Bloomberg.

Ler mais

Recomendadas

Mais de 80% dos pacientes infetados com Covid-19 estão a recuperar em casa

Segundo os dados hoje divulgados, existem 1.124 profissionais de saúde infetados pelo novo coronavírus (Covid-19) em Portugal.

Recorde. 10 milhões de norte-americanos perderam o seu emprego em duas semanas

Número semanal de pedidos de desemprego bate um recorde pela segunda semana consecutiva, atingindo os 6,6 milhões de trabalhadores. Em duas semanas, 10 milhões de norte-americanos perderam o seu emprego devido à pandemia da Covid-19.

CDS alerta para fim de apoios sociais a misericórdias que adiram ao lay-off

O Governo está a ultimar uma proposta de portaria sobre as medidas Covid-19 para o sector social que vai impedir da manutenção da comparticipação financeira da Segurança Social prevista nos acordos de cooperação sempre que as instituições sociais recorram aos mecanismos excecionais de apoio de apoio como o lay-off simplificado, alerta Filipe Lobo d´Ávila. Vice-presidente do CDS exige ao Governo  que “emenda a mão”.
Comentários