Angola e os Emirados Árabes Unidos assinaram hoje em Luanda, 44 instrumentos jurídicos, em várias áreas, como as energias renováveis, que vão representar a injeção de 6,5 mil milhões de dólares (5,5 mil milhões de euros) na economia angolana.
Segundo João Lourenço, que discursava no âmbito da primeira visita de Estado a Angola do seu homólogo dos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohamed Bin Zayed Nahyan, a relação entre os dois países passa a ter a partir de hoje um suporte mais formal e mais institucional, com os 44 instrumentos jurídicos que serão firmados entre os dois Governos durante esta visita.
João Lourenço destacou a relação de amizade e de cooperação “de longa data” entre os dois países, “assente nos contactos aos mais variados níveis” estabelecidos “com muitos e apreciáveis resultados”, sublinhando que esta visita de “irrefutável importância histórica”, reflete a partir de agora “de forma muito mais intensa e visível” as relações de amizade, cooperação e solidariedade, que ligam os dois países.
O chefe de Estado angolano realçou “a presença apreciável” de empresas dos Emirados Árabes Unidos em Angola, que “pelas suas reconhecidas competências”, têm tido um desempenho de realce, pelo seu contributo na diversificação e desenvolvimento da economia angolana.
O Presidente de Angola destacou que os acordos a serem assinados vão criar um quadro mais abrangente de intercâmbio entre os dois países, a nível institucional, comercial, político e cultural, mais propenso ao fomento de sinergias nas áreas das energias renováveis, logística portuária e aeroportuária, no setor mineiro, agricultura e agronegócio, representando tudo isso uma injeção total de capital na ordem dos 6,5 mil milhões de dólares na economia angolana.
“Esta perspetiva não se restringe apenas a Angola, pois o vosso país emergiu como um dos investidores estrangeiros mais importantes em África, ocupando um lugar de destaque como parceiro para o desenvolvimento, com um volume de engajamento financeiro superior a 100 biliões [mil milhões] de dólares (84,8 mil milhões de euros) desde 2019 até ao presente momento”, sublinhou.
João Lourenço disse ainda que Angola pretende intensificar a relação de cooperação com o país árabe, para atrair investimentos empresariais para a economia angolana, sublinhando que o aprofundamento desta parceria visa o ganho mútuo.
“Está no centro das nossas preocupações a resolução dos problemas que decorrem da pobreza que ainda afeta segmentos consideráveis da sociedade angolana”, destacou João Lourenço.
De acordo com o Presidente angolano, “é sempre em busca de respostas urgentes e duradouras para estas questões” que se tem desdobrado “de forma incessante” em contactos com os parceiros de cooperação internacional de Angola, para absorver experiências, conhecimentos e recursos para a sua aplicação e obtenção de bons resultados.
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