Ano agrícola 2019/2020 registou o julho mais quente desde 1931

Além de julho, o inverno foi o segundo mais quente desde 1931, revelou hoje o “INE”.

O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) revelou, esta quarta-feira, que o ano agrícola de 2019/2020 foi o segundo inverno mais quente desde 1931. Por sua vez, a primavera e o verão continuaram a classificar-se como muito quentes, com destaque para julho, que também foi o mais quente desde 1931.

Segundo o INE “o ano agrícola 2019/2020 caracterizou-se meteorologicamente por um outono normal em relação à temperatura do ar e à precipitação, seguido por um inverno extremamente quente (segundo mais quente desde 1931) e seco (78% do valor médio)”.

A área semeada de cereais praganosos foi próxima da registada na campanha anterior, de menos 1,3%. O INE aponta que “as condições meteorológicas foram favoráveis para o desenvolvimento vegetativo dos cereais de inverno, registando-se uma produção semelhante à média do último quinquénio”. Quanto às culturas de primavera-verão, estas registaram uma queda generalizada de áreas que se traduziram em quebras de produção de 12,8% no tomate para a indústria, de 17,8% no arroz e 9,7% no milho para grão.

Produção animal foi semelhante à registada no ano anterior

O ano de 2020 foi ainda marcado pelo crescimento de exportações e redução de importações. O INE dá conta de que “as exportações de “Produtos agrícolas e agroalimentares” (exceto bebidas) aumentaram 5,8% face ao ano anterior (uma evolução contrária à redução de 10,2% registada nas exportações globais de bens), enquanto as importações diminuíram 1,8%, refletindo-se numa melhoria do saldo da balança comercial (diminuição do défice em 429,7 milhões de euros)”.

Agricultura biológica em crescimento

O relatório do INE também indica algumas perspetivas de futuro e destaca que “a métrica associada à Estratégia do Prado ao Prato relativa à agricultura biológica, aponta para que em 2030, pelo menos 25% da Superfície Agrícola Utilizada esteja certificada em modo de produção biológico”.

Os dados divulgados pelo Recenseamento Agrícola 2019, e citados pelo INE, demonstram que atualmente apenas 5,3% da Superfície Agrícola Utilizada está certificada para o modo de produção biológico, valor muito distante da meta europeia dos 25%.

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