Antas da Cunha vai levar conferência sobre fintech a Madrid

Depois de organizar um evento ibérico sobre fintech, que contou com a presença de porta-vozes dos reguladores português e espanhol, a sociedade de advogados organizará a mesma conferência em Madrid ainda este ano.

A sociedade de advogados Antas da Cunha Ecija & Associados (ECIJA) foi a organizadora de uma conferência ibérica sobre fintech, que se realizou esta terça-feira, na Câmara do Comércio, em Lisboa, onde se discutiram os novos modelos de negócio e consequentes desafios jurídicos no atual contexto regulatório. Segundo anunciou o escritório, em comunicado,depois desta primeira edição na capital portuguesa, o evento voará até Madrid ainda durante este ano.

Durante a sua intervenção, María Ruiz de Velasco, manager e responsável da área de FinTech & Regulação Financeira da Antas da Cunha ECIJA, alertou para a “necessidade de práticas de supervisão coerentes para responder à atual fragmentação do panorama regulatório e de supervisão”. “Para enfrentar os desafios da realidade dinâmica da transformação digital, num mundo cada vez mais regulado, o know how e a colaboração entre os intervenientes é fundamental. Os reguladores que conseguirem refletir este dinamismo no seu posicionamento estarão mais bem preparados para o futuro”.

Estiveram presentes cerca de 150 participantes na conferência, que contou com as intervenções de Diego Valiante, team leader do regulamento sobre crowfunding da Comissão Europeia; de Hélder Rosalinho, administrador do Banco de Portugal; de Maria João Teixeira, diretora do departamento de Relação com o Investidor e Desenvolvimento do Mercado da CMVM; de Francisco del Olmo, responsável do departamento de FinTech e Cibersegurança da CMVN; de Dulce Mota, CEO do Montepio Geral; de Pedro Pimenta, country manager do Abanca em Portugal; de Afonso Eça, cofundador da Raize e professor assistente na Nova SBE de FinTech, e  de Cristina Villasante, manager da ECIJA.

“A revolução digital está a transformar todos os sectores e o das instituições financeiras não é exceção. Foi esse motivo que, aliado à inovação que está no nosso ADN, nos levou a criar a área de especialidade de FinTech e Reguação Financeira e a realizar esta que é a primeira conferência ibérica sobre o tema”, destacou Fernando Antas da Cunha, managing partner da Antas da Cunha ECIJA.

Relacionadas

PremiumAntas da Cunha Ecija cria departamento para ‘fintechs’

A nova of counsel do escritório ibérico, Maria Ruiz de Velasco, irá liderar a equipa de Portugal e Espanha, através de Lisboa.
Recomendadas

“Teletrabalho? Caberá ao empregador pagar o acréscimo de custos em virtude do trabalho remoto”

“Ficou claro que caberá ao empregador pagar tudo o que seja relativo à aquisição de equipamentos e de instrumentos de trabalho: computadores, tablets, telemóveis, impressoras, etc. Por outro lado, caberá ao empregador pagar o acréscimo de custos que o trabalhador comprovadamente demonstrar serem relativos ao teletrabalho”, realçou Maria João da Luz, advogada sénior da Morais Leitão.

Haitong Bank liderou a emissão de obrigações da Mota-Engil num sindicato que incluiu CaixaBI, Finantia e Novobanco

Nesta emissão, a Mota-Engil compromete-se a melhorar um indicador (KPI) de modo a alcançar a uma meta de desempenho de sustentabilidade (SPT) em 31 de dezembro de 2025; caso a emitente não cumpra esse objetivo, pagará uma remuneração adicional de 1,25 euros por obrigação Mota-Engil 2026 na data de reembolso final do empréstimo.

Patrícia Akester defende que dissolução do Parlamento é oportunidade para rever proposta sobre direitos de autor

A dissolução da Assembleia da República interrompeu o processo de transposição da Directiva dos Direitos de Autor para a legislação portuguesa. Em entrevista ao JE, a especialista Patrícia Akester defende que esta é uma oportunidade para “melhorar a proposta”.
Comentários