António Costa: “Ainda esta semana será anunciada a contratação de mais assistentes operacionais” nas escolas

O primeiro-ministro garantiu no arranque do novo ano letivo, esta segunda-feira, na Escola Secundária de Benavente, que o Governo “tudo fará” para responder às necessidades das escolas em recursos humanos, em materiais de proteção individual e higienização, e de testagem.

O primeiro-ministro afirmou esta segunda-feira, 14 de setembro, no arranque do novo ano letivo que o Governo procurou reforçar “até ao limite o número de professores” e que está “até ao limite  a aumentar os assistentes operacionais. Ainda esta semana será anunciado uma nova contratação de mais assistentes operacionais”.

Na Escola Secundária de Benavente, acompanhado do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e dos secretários de Estado João Costa e Susana Amador, António Costa garantiu que o Governo tudo fará para responder “quer às necessidades específicas das escolas em recursos humanos, quer em materiais de proteção individual e de higienização”, mas também em matéria de testagem e de resposta rápida, no caso de haver alguma situação de suspeição.

Lembrou a propósito que o Serviço Nacional de Saúde consegue fazer 14 mil testes por dia, já atingiu o recorde de 20 mil e continua a trabalhar para aumentar esta capacidade. Isto permitira uma “resposta rápida” quando houver um aluno, um professor, um assistente operacional suspeito em  isolamento. O próprio e a seguir os seus contactos, de forma a estancar o mais rapidamente possível a cadeia de transmissão.

Dirigindo-se a toda a comunidade educativa e, no fundo, a todo o país, o Primeiro-ministro afirmou que é fundamental o esforço de todos num ano letivo em que “seguramente vai  haver problemas”, que não são coisa rara num ano letivo, mas que serão muito maiores face ao risco novo e desconhecido, de fácil transmissão que é o novo coronavírus, que provoca a Covid-19. “Só com precaução se combate a ansiedade” e vencê-la é fundamental para que o ano letivo possa correr da melhor forma.

“Os professores podem fazer o melhor trabalho possível, os assistentes operacionais e técnicos podem fazer o melhor trabalho possível, mas se cada aluno, se cada família não fizer também o melhor possível, não funciona”. Nesse sentido, lançou o apelo a toda a comunidade: “é tão necessário ter precaução na escola, como fora da escola…. de nada vale os cuidados que se tem na escola se depois em casa não mantivermos os mesmos cuidados”.

António Costa lembrou o “esforço extraordinário” de todos para conter a pandemia em Portugal. Em concreto, saudou, o “esforço extraordinário das escolas e, em particular dos professores, de se adaptarem a esta nova realidade, não abandonarem os seus alunos e de continuarem a chegar aos seus alunos ainda que à distância por via digital”. Na mesma linha salientou o esforço das famílias, em que muitos pais tiveram de ficar em casa porque tinham filhos muito pequenos, que não podiam deixar sozinhos. E o esforço Ministério da Educação, destacando o a resposta de ensino à distância por via da televisão, o reforço dos conteúdos em matéria digital e o esforço no final do ano letivo para retomar o ensino presencial para o 11 e 12 e depois para o pré-escolar.

“Temos boas razões para encarar com confiança a abertura deste letivo. Mas a confiança não prescinde da precaução, porque é a precaução que nos evitará que haja muitos sobressaltos ao longo deste ano letivo”, afirmou.

 

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