O ex-primeiro-ministro e atual presidente do Conselho Europeu, António Costa, é, de acordo com o portal “Politico”, o “grande perdedor” das eleições presidenciais que elegeram este domingo António José Seguro.
De acordo com a análise do “Politico”, António Costa “perde” em duas frentes: primeiro, porque vê o seu “maior rival do PS” a conquistar a chefia do Estado em Portugal; em segundo, porque a extrema-direita corporizada por André Ventura reforça a sua votação.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, felicitou António José Seguro pela vitória nas eleições presidenciais deste domingo.
“Felicito António José Seguro pela sua eleição como Presidente da República Portuguesa e desejo-lhe os maiores sucessos no exercício do seu mandato. Os Portugueses demonstraram hoje o seu apreço pela Democracia, reafirmando Portugal como um pilar do humanismo europeu”, escreveu António Costa na rede social “X”.
António Costa sucedeu a António José Seguro como secretário-geral do PS em 2014. Na ocasião, Costa derrotou Seguro nas primárias do PS em 2014 com 67,7% contra 31,5% e seria o candidato socialista a primeiro-ministro.
Recorda ainda o “Politico” que, quando António Costa chegou ao cargo de chefe de Governo, em 2015, Portugal era o único país europeu em que não se verificava a presença da extrema-direita no Parlamento: “Mas este fim-de-semana, o líder do Chega, André Ventura, conquistou um terço dos votos, com o eleitorado a manifestar-se exasperado com a crise no poder de compra, crescimento da imigração e corrupção política”.
António José Seguro tornou-se este domingo no sexto Presidente da República eleito da democracia portuguesa, ultrapassando a barreira dos três milhões de votos expressos, algo que anteriormente só Mário Soares, António Ramalho Eanes e Jorge Sampaio tinham conseguido.
Disputaram o ato eleitoral deste domingo António José Seguro, apoiado pelo PS desde a primeira volta e depois pela restante esquerda e por personalidades de vários quadrantes políticos, e André Ventura, líder do Chega.
Esta foi a 11.ª vez que os portugueses foram chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.
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