António Costa entre os 64 signatários da nova iniciativa mundial pelo clima

Os líderes descrevem a promessa como um “ponto de viragem” no combate às alterações climáticas. Todos os signatários da iniciativa comprometeram-se em colocar a vida selvagem e o clima no centro dos seus planos de recuperação económica pós-pandemia.

António Costa Assina OE2020
António Costa

António Costa, Pedro Sánchez, Emmanuel Macron, Angela Merkel, Boris Johnson e Ursula Von der Leyen estão entre os 64 signatários da nova iniciativa mundial que visa incentivar os líderes de todos os cinco continentes a reduzir a poluição, adotar sistemas económicos mais sustentáveis e eliminar o despejo de resíduos plásticos nos oceanos até a metade do século como parte de uma “ação significativa” para interromper a destruição da natureza no planeta Terra.

A iniciativa “Leaders’ Pledge for Nature” (“Compromisso dos líderes pela natureza”), divulgada esta segunda-feira,  deixa um alerta que a humanidade está em estado de emergência planetária devido à crise climática e à destruição desenfreada dos ecossistemas que sustentam a vida. Para restaurar o equilíbrio com a natureza, os governos e a União Europeia fizeram uma promessa de dez pontos para neutralizar os danos aos sistemas que sustentam a saúde e o bem-estar dos que habitam no planeta terra.

Os compromissos incluem também um esforço renovado para reduzir a desflorestação, interromper práticas de pesca insustentáveis, eliminar subsídios ambientalmente prejudiciais e iniciar a transição para sistemas sustentáveis de produção de alimentos e uma economia circular na próxima década. Os líderes descrevem a promessa como um “ponto de viragem” no combate às alterações climáticas.

Todos os signatários da iniciativa, lançada virtualmente em Nova York esta manhã, comprometeram-se em colocar a vida selvagem e o clima no centro dos seus planos de recuperação económica pós-pandemia, prometendo enfrentar a crise climática, a desflorestação, degradação do ecossistema e poluição com todos os meios disponíveis.

“A ciência mostra claramente que a perda de biodiversidade, a degradação da terra e dos oceanos, a poluição, o esgotamento de recursos e as alterações climáticas estão a acelerar a um ritmo sem precedentes. Essa aceleração está a causar danos irreversíveis aos nossos sistemas de suporte de vida e agravando a pobreza e as desigualdades, bem como a fome e a desnutrição ”, lê-se na iniciativa.

“Apesar dos acordos e metas globais ambiciosos para a proteção, uso sustentável e restauração da biodiversidade, e apesar de muitas histórias de sucesso locais, as tendências globais continuam rapidamente na direção errada. É necessária uma mudança transformadora: não podemos simplesmente continuar como antes”, reforça.

Os líderes também se comprometem a acabar com os crimes ambientais e reprimir os grupos do crime organizado envolvidos no tráfico ilícito de vida selvagem e de madeira.

O anúncio vem antes de uma grande cimeira da ONU sobre biodiversidade, agendada para esta quarta-feira, que será realizada a partir de Nova York. Para a edição deste ano, espera-se que mais de 115 oradores, chefes de estado e representantes do governo subam ao palco para discursar no evento.

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