O presidente do Conselho Europeu, António Costa, considerou que a decisão tomada pelo Conselho Europeu “deve ser respeitada” e pediu “veementemente” ao primeiro-ministro da Hungria que desbloqueie o empréstimo de apoio à Ucrânia no valor de 90 mil milhões de euros.
“Uma decisão tomada pelo Conselho Europeu deve ser respeitada. Quando os líderes alcançam um consenso, ficam vinculados à decisão e qualquer incumprimento deste compromisso constitui uma violação do princípio da cooperação leal”, disse António Costa, reafirmando o que escreveu numa carta enviada a Viktor Orbán.
Costa pediu ao chefe de governo húngaro “para agir em conformidade com a decisão comum de 18 de dezembro e a desbloquear a implementação do empréstimo”. “Nenhum Estado-membro pode ser autorizado a comprometer a credibilidade das decisões tomadas coletivamente pelo Conselho Europeu”, avisou António Costa, mostrando-se ainda “plenamente empenhado na salvaguarda da segurança energética de todos os Estados-membros”.
Viktor Orbán anunciou que vai bloquear o empréstimo da UE à Ucrânia até que Kiev retome o trânsito de petróleo russo para a Hungria. Como resultado, os ministros dos Negócios Estrangeiros do bloco não conseguiram chegar a acordo sobre o 20.º pacote de sanções à Rússia.
António Costa e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viajaram até à capital ucraniana, Kiev, para assinalar a coragem do país e o apoio da UE ao país quatro anos após a invasão russa.
“Quatro anos de uma guerra de agressão injusta, quatro anos de coragem ucraniana inabalável, quatro anos de apoio europeu incondicional. Uma determinação comum: garantir uma paz justa e duradoura na Ucrânia. É por isso que estamos hoje aqui em Kiev”, escreveu António Costa, numa publicação na rede social X à capital ucraniana.
Na mesma rede, Ursula von der Leyen anunciou que estava na Ucrânia “pela décima vez desde o início da guerra” provocada pela invasão russa em 24 de fevereiro de 2022 “para reafirmar que a Europa está firmemente ao lado da Ucrânia, financeiramente, militarmente e durante este inverno rigoroso” e “para sublinhar o compromisso duradouro com a luta justa da Ucrânia”.
Ucrânia apresenta novo plano
O ministro da Defesa ucraniano, Mykhailo Fedorov, apresentou esta terça-feira, 24 de fevereiro, o plano da Ucrânia para o quinto ano de guerra, centrado em melhorar a defesa aérea, travar avanços inimigos e privar a Rússia de recursos que sirvam para o financiamento do conflito.
De acordo com o plano de Fedorov, o objetivo do governo ucraniano é identificar 100% das ameaças aéreas e intercetar, “no mínimo”, 95% dos mísseis e drones russos. Para esse fim, prevê-se “a criação de um sistema multicamadas” de defesas aéreas com sistemas intercetores, que ajudarão como contramedidas para deter, por exemplo, os drones Shahed, sistemas de tecnologia iraniana diariamente utilizados pelas forças russas.
Para impedir os avanços russos na Ucrânia, seja por terra, mar ou no espaço cibernético, Fedorov pretende “melhorar o sistema de aquisições e completar a reforma da corporação militar, incluindo transformar o sistema de formação e a gestão de dados”.
Segundo a Defesa ucraniana, a ação das Forças Armadas permite manter a linha da frente contra a agressão russa, cujas forças estão a avançar na região leste de Donetsk a um custo estimado de 156 soldados russos mortos por quilómetro quadrado.
“O nosso objetivo é atingir mais de 200 ocupantes mortos por quilómetro quadrado”, indicou o ministério ucraniano.
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