António Costa: “Impostos são aquilo que permite que o país se modernize”

Encerramento do debate quinzenal levou primeiro-ministro a apontar o dedo aos partidos que prometem melhor educação e saúde públicas em simultâneo com a redução da carga fiscal.

Twitter

O primeiro-ministro terminou o debate quinzenal na Assembleia da República, respondendo a perguntas do grupo parlamentar do PS, mas dirigindo-se “àqueles que diabolizam os impostos”, que “os impostos são aquilo que permite que o país se modernize”. António Costa disse que os partidos que dizem defender melhor educação e saúde pública ao mesmo tempo que propõem redução da carga fiscal estão a mentir aos portugueses, sublinhando a necessidade de encontrar receitas para a construção de infraestruturas.

Numa intervenção final em que não se esqueceu de sublinhar o “aumento gigantesco do rendimento disponível das famílias”, apresentando exemplos como os de “famílias de Setúbal e de Mafra” que obtiveram poupanças de 300 euros mensais devido à introdução dos novos passes, António Costa referiu que a política de rendimentos, que era o tema principal do debate, terá de ser encarada com realismo. “Podíamos fixar um salário mínimo nacional ilimitado, mas isso teria consequências imediatas em muitas empresas e muitos setores, com efeitos negativos no emprego”, defendeu.

O aumento do salário mínimo nacional, que o Executivo pretende ver nos 635 euros no próximo ano, chegando aos 750 euros em 2023, e os acréscimos em todas as restantes remunerações deverão realizar-se numa “trajetória crescente, em diálogo social, através da negociação coletiva e da concertação social”, mas o primeiro-ministro também sublinhou que o Estado necessita de sanear as contas públicas e que as empresas precisam de se robustecer para fazerem frente ao “investimento imenso” essencial para a adaptação climática e transição digital.

António Costa estava a responder a perguntas de deputados socialistas, tendo o portuense Tiago Barbosa Ribeiro garantido que “os portugueses sabem que os aumentos no salário mínimo nacional só são possíveis por termos um Governo do PS”, sem poupar críticas aos “adeptos da mão invisível do mercado sem regras desde que a selva seja para os outros”. “Não é a ideologia, mas sim a realidade que vos desmente”, disse aos “nostradamus da direita”.

Recomendadas

Ministra admite que a precariedade na Cultura está “mais visível” mas sem solução “em dois meses”

Segundo a ministra, o Governo está “a trabalhar” e assumiu “o compromisso de, ao longo deste ano, resolver as questões laborais, de carreiras contributivas” ou “de descontos” destes profissionais, entre outras matérias.

Morreu Luís Pimentel, ex-secretário-geral adjunto do PSD

Luís Pedro Pimentel, natural de Alijó, distrito de Vila Real, foi secretário-geral adjunto dos sociais-democratas durante a liderança de Pedro Passos Coelho, quando o secretário-geral era José Matos Rosa, e foi deputado à Assembleia da República, que deixou em 2015.

Ministro do Ambiente congratula-se com abertura das praias mas pede cumprimento das regras

Na cerimónia de abertura da época balnear, que decorreu na Praia da Rocha, em Portimão, João Pedro Matos Fernandes revelou-se orgulhoso “por não haver praias privadas em Portugal”, defendendo que o “acesso ao areal deve ser livre, mas há que garantir as regras impostas este ano”.
Comentários