António Costa sobre Novo Banco: “Estado em caso algum perderá qualquer parcela dos 3900 milhões de euros”

Passos Coelho considera que primeiro-ministro está a dar razão ao PSD.

Cristina Bernardo

O primeiro-ministro António Costa garantiu esta quarta-feira, no debate quinzenal no Parlamento, que será o sistema financeiro irá suportar a injeção de capital no Novo Banco. “O Estado em caso algum perderá 3,9 mil milhões de euros ou qualquer parcela”, disse António Costa, relativamente aos 3,9 mil milhões de euros que o Estado irá injetar no Novo Banco.

O chefe do Executivo explicou que a injeção de verbas no banco de transição é “um empréstimo ao Fundo de Resolução e será suportado pelo sistema financeiro e portanto pode ser que o sistema financeiro tenha de suportar o pagamento ao estado dos 3900 milhões para além daquilo que seja o encaixe que se venha a ter com o processo de alienação do Novo Banco”.

Em resposta, o líder da oposição criticou o que considerou ser uma mudança de posição do primeiro-ministro. “É notável que tenha demorado tanto tempo, mais de dois anos e meio, para reconhecer o que repetidamente dito por nós a esse a propósito, concluindo que a operação não tem custos para o contribuinte. Folgo muito em que demore tempo, mas que dê razão ao que defendemos”.

Foi durante o Governo de Passos Coelho, em Agosto de 2014, que a resolução do BES e a criação do Novo Banco foi decidida. O Governo anterior e o Banco de Portugal sustentaram que a operação não teria custos para os contribuintes.

Recomendadas

Jerónimo de Sousa: “Estados de emergência vão levar milhares ao desemprego”

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou este sábado em Almada que as “vagas sucessivas de estados de emergência” não são resposta eficaz para travar a propagação da Covid-19 e vão lançar milhares de trabalhadores para o desemprego.

Zona Franca da Madeira: Bloco diz que decisão de Bruxelas põe em causa a capacidade da Autoridade Tributária nacional e regional de exercerem fiscalização

O Bloco quer ouvir com urgência no Parlamento o Governo depois de Bruxelas concluir que a “aplicação do regime de auxílios da Zona Franca da Madeira em Portugal” não cumpre as regras europeias. O BE deixa críticas à falta de fiscalização por parte da Autoridade Tributária central e da AT da Região Autónoma da Madeira. “A Zona Franca da Madeira continuou a ser utilizada para esquemas de planeamento fiscal agressivo”, disse a deputada Mariana Mortágua. Governo regional e a sociedade que gere a Zona Franca discordam das conclusões de Bruxelas.

Personalidades JE: Aníbal Cavaco Silva – Dez anos Presidente depois de uma década de Cavaquismo

Foi pela mão de Sá Carneiro que Cavaco Silva entrou na vida política “e foi nele que procurei inspiração no exercício das funções de Primeiro-Ministro”, como referiu na apresentação do seu último livro. Deixa para a história uma obra mais marcante nos dez anos em que liderou o Governo, nos quais viabilizou em Portugal investimentos tão relevantes como a Autoeuropa, a barragem do Alqueva ou a revitalização urbanística da Expo98. Depois do “Cavaquismo” foi Presidente da República durante outros 10 anos.
Comentários