Apenas 42% dos portugueses consegue poupar mas por mês não vão além dos 280 euros

Os portugueses revelam ter dificuldades em manter o orçamento doméstico equilibrado e quanto à capacidade de poupar apenas 42% o consegue fazer.

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Para comemorar o dia Mundial da Poupança, que se celebra amanhã, dia 31 de outubro, a Intrum Justitia, multinacional especializada em serviços de gestão de crédito, divulga alguns dados referentes à capacidade das famílias portugueses para gerirem o seu orçamento numa base mensal.

De entre os dados agora avançados, destacam-se os cerca de 58% dos portugueses que não consegue poupar dinheiro todos os meses, enquanto os restantes 42% diz que consegue poupar uma média de 281 euros por mês. Já em Espanha, os números são mais elevados, onde 54% diz conseguir poupar uma média de 375 euros, à semelhança da média europeia, com 50% a responder que as suas poupanças são de 326 euros por mês.

Daqueles que conseguem poupar, há mais de 74% dos portugueses que indica que esta poupança se destina a despesas imprevistas. Tal como em Portugal, em Espanha (76%) e na Europa (71%) a preocupação também é poupar para despesas imprevistas.

Esta análise aponta ainda que a recessão económica também alterou a atitude dos portugueses sendo que 69% reconhecem agora ser mais importante poupar dinheiro. Os portugueses são os que mais alteraram a sua atitude, pois em Espanha apenas 64% o reconhece e na Europa esse número desce para 43%.

Para manter o orçamento doméstico equilibrado, a Intrum Justitia deixa algumas sugestões:

Realização de um orçamento das despesas domésticas que liste todas as gastos que tem a cada mês;

Pensar duas vezes antes de comprar alguma coisa (será que realmente precisa?);

Reservar dinheiro para contas que sabe que vão surgir, como os impostos e seguro do carro, por exemplo;

Nunca assinar um contrato até ler e compreender os termos estabelecidos;

Ler as letras pequenas dos contratos e evitar custos extras pagando sempre dentro dos prazos;

Se sabe que não vai conseguir pagar uma despesa no prazo definido, negociar novos prazos de pagamento para não incorrer em taxas de juro incomportáveis;

Se não pagar uma dívida dentro do prazo e for contatado por uma empresa de gestão de cobranças exponha a sua situação financeira com o objetivo de encontrarem possíveis soluções.

 

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