Foi hoje aprovada em Assembleia Geral Extraordinária da Impresa a autorização ao Conselho de Administração para deliberar e executar o aumento de capital previsto no Acordo de Investimento, no montante de até 17,3 milhões de euros, a ser integralmente subscrito e realizado pela MFE, com supressão do direito de preferência dos acionistas.
A aprovação do Aumento de Capital era condição precedente do Acordo de Investimento, que está ainda sujeito, conforme comunicado ao mercado datado de 26 de novembro de 2025, à verificação de alguma condições precedentes, como a confirmação, por parte da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, de que o Acordo de Investimento e os atos nele previstos não impõem à MFE o dever de lançamento de
oferta pública de aquisição sobre a totalidade das ações e de outros valores mobiliários emitidos pela Impresa que confiram direito à sua subscrição ou aquisição.
Mas também a confirmação, por parte das respetivas instituições de crédito, de que não exercerão (ou a renúncia ao exercício de) quaisquer direitos ao abrigo de contratos de financiamento celebrados pela Impresa e/ou pelas suas subsidiárias que resultem da celebração do Acordo de Investimento e a execução dos atos nele previstos, em particular relativos a cláusulas de resolução ou de vencimento antecipado.
Por outro lado, e em resposta ao pedido da CMVM, e por questões de igualdade de informação ao mercado e aos investidores, a Impresa – Sociedade Gestora de Participações Sociais, divulgou projeções financeiras, preparadas com informação disponível a junho de 2025, com base nos resultados de 2024.
As projeções financeiras são para o horizonte até 2028 para o grupo e os dois principais segmentos de negócio. A dona da SIC e do Expresso espera um crescimento das receitas até 2028, à taxa média anual de 0,5%, e estima que em 2028 obtenha um resultado operacional (EBITDA) de 24,3 milhões de euros. No entanto não divulga qualquer valor para a evolução da dívida líquida, o ‘caixa’ ou o resultado líquido.
As receitas consolidadas deverão atingir os 179 milhões este ano e alcançar 182,1 milhões de euros em 2028.
Relativamente aos dois principais negócios da Impresa — a televisão e o publishing – a Impresa estima um crescimento anual de 0,9% das receitas com televisão, para 159,4 milhões de euros em 2028, e um resultado operacional de 21,2 milhões de euros. Os custos deverão agravar-se 0,5% ao ano. Enquanto no publishing, a empresa antecipa uma queda anualizada de 1,1% das receitas, dos 23,1 milhões previstos em 2025 para 22,4 milhões em 2028.
O EBITDA, contudo, deverá melhorar dos dois milhões em 2024 e 2025 para três milhões no final do período em análise.
Aqui, os custos terão um agravamento superior ao do pequeno ecrã, na ordem dos 3% ao ano.
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