ARIC critica presidente do Sindicato dos Jornalistas da Madeira sobre a morte da rádio

A ARIC diz que as declarações do presidente do Sindicato dos Jornalistas da Madeira “ferem os jornalistas e radialistas”, acrescentando que as afirmações revelam “um total desconhecimento” da forma como as rádios madeirenses funcionam.

A Associação de Rádios de Inspiração Cristã (ARIC) criticou as declarações do presidente do Sindicato dos Jornalistas da Madeira, referentes à “morte da rádio”. A associação considera que as afirmações revelam “um total desconhecimento” da forma como as rádios madeirenses funcionam.

“Quando afirma que as rádios são deploráveis, embora seja uma opinião pessoal de alguém que preside a um órgão institucional, fere os jornalistas e radialistas. É com muito esforço e dedicação que as direções das rádios tentam diariamente manter vivas as emissoras e com estas, os postos de trabalho. De resto, os últimos estudos revelam que as rádios são, em tempos de pandemia, o meio de comunicação mais confiável”, diz a ARIC.

A ARIC considera que este “vaticínio da morte da rádio” assumido pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas da Madeira “é controversa”, acrescentando que esta força de expressão pode ser considerada “infeliz”.

A associação diz que ”, no entanto as emissoras na Madeira “não estão mortas”, apesar de admitir que as rádios têm dificuldades mas que “até serem consideradas mortas vai um passo de gigante”.

A ARIC diz que existem cerca de 90 profissionais, dos quais 23 jornalistas.

“Todos estes profissionais de um modo ou de outro criam riqueza. Não só porque são a informação, são a companhia e são parte integrante da vida dos ouvintes da rádio. Para além disto, estas nove dezenas de pessoas conseguem viabilizar o negócio quer das emissoras, incluindo as do Estado, quer também os negócios dos clientes de publicidade, que elegem a rádio como meio de comunicação preferencial”, diz a ARIC.

A ARIC pronunciou-se ainda sobre a precaridade no jornalismo que foi denunciada pelo presidente do Sindicato de Jornalistas da Madeira, dizendo que “o contrato colectivo de trabalho da classe está tão obsoleto que a um jornalista de primeiro grupo, está atribuído um valor inferior ao salário mínimo”, questionando se não deveria ser o papel do sindicato procurar alterar esta situação.

“Quem pensa que a lei da Rádio em vigor ainda é a de 2001, é natural que esteja equivocado e completamente desfasado da realidade do sector”, diz a ARIC.

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