Assembleia da Madeira pede estudo para implementação de tablets e manuais digitais nas escolas

A Assembleia da Madeira considera que o programa de implementação dos tablets e dos manuais digitais no ensino “é positivo pelas vantagens que proporciona ao nível das aprendizagens, da interatividade que cria, das diversas competências fundamentais que desenvolve, do impacto positivo ao nível do peso excessivo dos manuais em papel, bem como pelas potencialidades que garante ao professor no âmbito da preparação das aulas, das metodologias utilizadas, da definição e acompanhamento das atividades letivas e do trabalho pedagógico desenvolvido com os alunos”.

Uma resolução da Assembleia da Madeira, publicada em Diário da República, pede o estudo para a implementação de tablets e manuais digitais nas escolas.

“Consideramos fundamental a inovação e a introdução das novas tecnologias de informação e comunicação na sala de aula, não apenas como uma simples ferramenta de trabalho direcionada para a pesquisa e para a aquisição das competências da autonomia individual, mas também como meio de inovar e desenvolver novas práticas pedagógicas, dentro e fora da sala de aula, investindo na mudança da nossa escola, criando um ambiente inovador, atrativo, colaborativo, adaptado aos novos tempos e mais eficiente, em todo o processo do ensino aprendizagem”, considera a resolução da Assembleia Regional.

A resolução salienta que na região, o projeto dos tablets e dos manuais digitais iniciou-se no ano letivo de 2019-2020, e chega, atualmente, aos alunos do 5.º e do 6.º anos, num programa desenvolvido pela Secretaria Regional de Educação, Ciência e Tecnologia.

“Em alguns concelhos, os tablets foram distribuídos aos alunos do 7.º ano, por iniciativa das autarquias locais de São Vicente, da Calheta e da Ribeira Brava, abrangendo, neste ano letivo, de acordo com os dados disponibilizados, cerca de 4704 alunos, 227 turmas do 5.º e 6.º anos, 17 turmas do 7.º ano e 1443 professores”, refere a resolução.

A resolução salienta que a “modernização e a transformação digitais tornaram-se irreversíveis nas nossas vidas”, acrescentando que as escolas “deverão acompanhar essa revolução social, profissional e cultural, integrando-a nas suas práticas letivas, organizativas e administrativas, assumindo as suas responsabilidades no âmbito da formação, da aquisição de saberes, de competências e na educação para a cidadania”.

A mesma resolução considera que o programa de implementação dos tablets e dos manuais digitais no ensino “é positivo pelas vantagens que proporciona ao nível das aprendizagens, da interatividade que cria, das diversas competências fundamentais que desenvolve, do impacto positivo ao nível do peso excessivo dos manuais em papel, bem como pelas potencialidades que garante ao professor no âmbito da preparação das aulas, das metodologias utilizadas, da definição e acompanhamento das atividades letivas e do trabalho pedagógico desenvolvido com os alunos”.

A resolução publicada em Diário da República sustenta que as metodologias relacionadas com as tecnologias digitais, se estiverem sustentadas com planificação rigorosa, assente na formação dos professores, acompanhamento estruturado, avaliação contínua e visão estratégica, “possuem potencialidades de trabalho decisivas na implementação de um novo modelo educativo, sem esquecer, ou desvalorizar, a evolução rápida e o dinamismo destas novas tecnologias, implicando, por isso, um investimento constante”.

É ainda salientada que o projeto tem sido acompanhado e monitorizado pela Secretaria Regional que tutela a educação, e realizados inquéritos à comunidade escolar sobre a experiência. “A opinião dos alunos é unânime ao considerarem a utilização dos manuais digitais como uma mais-valia para a sua aprendizagem, através de um equipamento confortável, mais leve, como é um tablet, sendo que, ao longo dos últimos dois anos letivos, o Governo Regional tem efetuado o acompanhamento da sua implementação, bem como procedido à análise e tratamento dos dados referentes a esta matéria”, refere a resolução.

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