Associação Nacional de Discotecas pede que Governo assuma 100% das despesas das empresas

“Temos de perceber junto destas empresas qual foi a consequência de estarem fechadas até outubro. Vamos estar a falar de 19 meses de portas fechadas e o Governo vai ter de assumir esta consequência”, referiu o presidente da Associação Nacional de Discotecas ao JE.

As discotecas vão continuar fechadas até outubro quando 85% da população estiver vacinada, uma medida incluída na fase 3 do novo plano de desconfinamento do Governo. O presidente da Associação Nacional de Discotecas (AND), José Gouveia, disse ao Jornal Económico (JE) que depois de 19 meses fechadas as empresas do sector precisam de apoios que compensem 100% dos custos de terem mantido portas fechadas.

“Temos de perceber junto destas empresas qual foi a consequência de estarem fechadas até outubro. Vamos estar a falar de 19 meses de portas fechadas e o Governo vai ter de assumir esta consequência”, referiu José Gouveia ao JE. “Foi o Governo que decretou o encerramento”, completou.

O presidente da AND lembra que “o governo tem na sua posse todos os dados das despesas que detém” e como tal “é só assumir esses valores na totalidade”. José Gouveia considera que as pessoas que trabalham para estas empresas têm de ser igualmente apoiadas.

As consequências dos vários meses fechadas traduzem-se em encerramentos de negócios. Segundo o representante da AND “neste momento já estão fechadas 60% das discotecas”. “Neste momento a grande incógnita, por via das falência envergonhadas, a nossa perspetiva e por aquilo que nós vamos sabendo da parte de empresários que nos contactam é que já temos mais de 60% das empresas falidas”, completou.

Sobre a reabertura, José Gouveia diz estar convicto de que “se realmente for em outubro e não existirem apoios à proporção, podemos estar a falar dos 90%” de encerramentos.

Relativamente ao que foi decidido sobre os bares, discotecas e outros eventos o presidente da Associação Nacional de Discotecas sublinha uma discrepância no tratamento.

“Parece-me a mim que houve uma leitura pós comunicação ao país e de certa forma parece que o Governo e o primeiro-ministro estava a atirar barra à parede e pelas reações depois fez alguns retrocessos nomeadamente com o jogo da Super Taça que passa a realizar-se no domingo e a história dos bares que passam então a abrir também no domingo quando estava previsto acompanharem a abertura das discotecas”, apontou José Gouveia.

No último Conselho de Ministros ficou estabelecido que os bares podem reabrir portas a partir de domingo, mas sujeitos às regras aplicadas aos restaurantes no âmbito da pandemia. Já as discotecas só vão poder voltar a funcionar quando 85% da população estiver vacinada, em outubro.

Para o presidente da AND as discotecas ao ar livre deveriam poder abrir tal como os bares vão poder fazer. “Estamos a falar de uma questão de metros quadrados”.

Tal como a Associação Nacional de Discotecas também a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) apelou à abertura destes estabelecimentos, esta sexta-feira.

“Não podemos deixar de salientar a nossa grande preocupação pela manutenção do encerramento dos estabelecimentos de animação noturna, que coloca em causa a sua sobrevivência. Dada a situação pandémica e os meios que hoje temos para a controlar, julgamos ser possível estabelecerem-se condições para a respetiva reabertura”, pediu a AHRESP.

 

 

 

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