“Athena Factor”. Número de mulheres super-ricas cresce a um ritmo mais elevado do que os homens

Dos 2.101 multimilionários no mundo, 233 são mulheres. Apesar de ser um valor residual, a UBS defende que nos últimos cinco anos, o crescimento anual de mulheres multimilionárias ultrapassou o dos homens.

Apesar de ainda serem poucas, as mulheres já se começam a juntar à lista dos multimilionários no mundo.  Segundo o estudo da UBS “Billionaire Insights report 2019“, publicado esta sexta-feira, o número de multimilionárias cresceu 46% num espaço de cinco anos, de 160 para 233 no total. Mesmo sendo uma minoria na lista, o crescimento é mais notável entre as mulheres já que o número de multimilionários aumentou 39%, no mesmo período.

Segundo relatório do banco suíço, os ativos das multimilionárias cresceu mais de um quarto (26%) para 871,2 mil milhões de dólares (871,2  mil milhões de euros) impulsionados principalmente pelo progresso na Ásia.

Em 2015, a UBS já tinha identificado a vaga de crescimento de mulheres multimilionárias, tendo mesmo chamado-lhe de “Athena Factor”, em homenagem à deusa grega da sabedoria, coragem e inspiração. Mais de metade (57%) das multimilionárias já eram empreendedoras no final de 2018.

Quatro em 10 das multimilionárias  que surgiram nesse ano desenvolveram negócios no setor de consumo e retalho. Por exemplo, Li Haiyan e Shu Ping tornaram-se multimilionárias depois do IPO de 2018 da sua cadeia de restaurantes Haidilao, que está atualmente em fase de expansão para fora da China.

Nos EUA, Anastasia Soare, uma empresária romena-americana que fundou a marca de beleza Anastasia Beverly Hills, também viu o seu património a chegar aos mil milhões. Na Rússia, Tatyana Bakalchuk, ex-professora de inglês e mãe de quatro filhos, tornou-se bilionária quando fundou a Wildberries e tornou-se na maior retalhista online daquele país.

Existem atualmente 2.101 multimilionários no mundo (com fortunas de mais de mil milhões de euros), mais 589 pessoas (ou 38,9%) comparativamente face à cinco anos.

Apesar disso, a riqueza total caiu pela primeira vez em cinco anos em 2018, devido a “um forte dólar americano, atrito comercial, temores de menor crescimento económico e volatilidade do mercado financeiro”, concluiu o estudo do banco suíço.

Segundo os dados, nesse ano, a riqueza derrapou 4,3% em 388 mil milhões de dólares para 8.5 biliões (7,6 biliões de euros), com a queda a ser mais acentuada a ser registada na China, a segunda maior “casa” de milionários do mundo.

Mesmo com a desaceleração do crescimento no ano passado, a riqueza bilionária é um terço mais alta (34,5%) do que à cinco anos atrás, totalizando um aumento de 2,2 biliões de dólares (1,9 biliões de euros) este ano.

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