Atividade na construção em Portugal permaneceu estável nos dois primeiros meses do ano

No segmento de engenharia civil, nos primeiros dois meses de 2021, o mercado de empreitadas de obras públicas permaneceu positivo. Ao nível das promoções de concursos de empreitadas de obras públicas o montante totalizou 543 milhões de euros, o que traduz um aumento de 2% face a igual período do ano passado.

A atividade no sector da construção em Portugal permaneceu estável nos dois primeiros meses do ano, de acordo com o barómetro de março realizado pela AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e das Obras Públicas.

“Com base na informação estatística setorial disponível até ao final do mês de março, verifica-se que, globalmente, se manteve uma trajetória de estabilidade, não obstante uma conjuntura fortemente marcada pelo impacto das medidas de confinamento, as quais representaram significativos constrangimentos em atividades fortemente interligadas com a construção, nomeadamente a mediação imobiliária”, adianta o referido documento.

Segundo os responsáveis da AICCOPN, “a variação homóloga acumulada do consumo de cimento no mercado nacional nos dois primeiros meses de 2021 reflete bem essa estabilização da atividade, ao registar uma variação praticamente nula, de -0,2%, após se ter verificado um crescimento de 10,6% em 2020”.

“Os dados recentemente divulgados, relativos às transações de alojamentos familiares do quarto trimestre de 2020, revelaram novos máximos históricos com 49.734 alojamentos transacionados, num montante global de 7.534 milhões de euros, o que traduz aumentos em termos homólogos de 1,0% e de 8,7%, respetivamente. De igual modo, no que concerne aos preços dos imóveis, permaneceu inalterada, em 2020, a tendência global de crescimento, com o índice de preços da habitação no quarto trimestre a valorizar-se 8,6% em termos homólogos. Os valores de avaliação bancária na habitação, que já dizem respeito a fevereiro de 2021, continuam a atingir um novo máximo histórico, com um aumento de 5,7%, também em termos homólogos”, adianta o comunicado da AICCOPN.

O mesmo documento acrescenta que, “ao nível do licenciamento de obras pelas câmaras municipais, o primeiro mês de 2021 foi negativo, com uma quebra global de 17,3%, fruto de reduções de 10,9% nos edifícios habitacionais e de 32,0% nos edifícios não residenciais”.

“No segmento de engenharia civil, nos primeiros dois meses de 2021, o mercado de empreitadas de obras públicas permaneceu positivo. Ao nível das promoções de concursos de empreitadas de obras públicas o montante totalizou 543 milhões de euros, o que traduz um aumento de 2% face a igual período do ano passado. Quanto aos contratos de empreitadas celebrados e considerando toda a informação reportada no Portal Base apura-se uma variação de -3%, em termos homólogos, contudo utilizando uma métrica temporalmente comparável, ou seja, utilizando a informação conhecida a 15 março de cada ano, regista-se um crescimento de 23,7%, neste indicador”, conclui a AICCOPN.

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A associação AICCOPN apurou um aumento do consumo de cimento no mercado nacional no primeiro trimestre do ano de 10,8%, em termos homólogos, em resultado de um mês de março claramente positivo, com o consumo desta matéria-prima a atingir 385,5 milhares de toneladas, o que corresponde a um máximo mensal dos últimos dez anos.

Custos da construção em habitação nova aumentaram 5,1% em março

Este valor representa um crescimento de 2,8% face ao verificado no mês anterior. Por sua vez, o custo da mão de obra subiu 7,6%, mais 1,7% em comparação com fevereiro.

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Segundo a associação da empresas nacionais de construção e obras públicas, o novo crédito concedido pelas instituições financeiras para aquisição de habitação totaliza 1.967 milhões de euros, até fevereiro de 2021, montante que traduz um crescimento de 3,7%, face a igual período de 2020.
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