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Audi e Siemens avançam com cortes de pessoal significativos

A recessão do mercado europeu e os problemas da indústria automóvel estão a alastrar a outros sectores.
21 Março 2025, 09h40

A Audi e a Siemens juntam-se à longa lista de gigantes industriais alemães que estão a implementar despedimentos em massa, notícia o jornal espanhol Cinco Días.

A recessão do mercado europeu e os problemas da indústria automóvel estão a alastrar a outros sectores.

A queda das vendas, cortes de emprego, reduções salariais e encerramentos de fábricas fez de 2024 um mau ano para a indústria alemã, especialmente a automóvel, e 2025 não parece ir muito melhor, tendo em conta as fracas vendas no mercado chinês e as tarifas dos EUA.

No início desta semana, a Audi e a Siemens anunciaram reduções significativas de trabalhadores juntando-se a uma longa lista de grandes nomes da indústria alemã que foram forçados a implementar planos de redução de custos que significam inevitavelmente menos funcionários.

A indústria está a produzir muito menos automóveis do que antes, o que significa maiores custos com pessoal e menor produtividade das fábricas.

Em 2024 foi fechado um acordo da Volkswagen com o sindicato para impor restrições salariais e a eliminação de 35.000 postos de trabalho até 2030 de forma gradual e sem despedimentos compulsivos.

Já em fevereiro de 2025 a fábrica da Audi em Bruxelas foi encerrada e esta semana, o fabricante anunciou que irá cortar 7.500 postos de trabalho na Alemanha até ao final de 2029, juntamente com cortes financeiros.

A Siemens foi a mais recente a juntar-se à lista da redução significativa de trabalhadores. O grupo industrial e tecnológico alemão anunciou na passada terça-feira que planeia cortar 6.000 postos de trabalho em todo o mundo, incluindo 2.850 na Alemanha, principalmente no seu negócio de automação de fábricas (Digital Industries), que está a enfrentar uma queda na procura.

A lista de empresas em downsizing inclui também outras empresas como a Thyssenkrupp e a BASF, que já anunciaram cortes profundos no ano passado, e o Commerzbank, que há apenas um mês anunciou que iria eliminar cerca de 3.900 postos de trabalho até ao final de 2027, dos quais cerca de 3.300 na Alemanha, onde tem cerca de 20.000 funcionários. De acordo com o segundo maior banco privado da Alemanha, os cortes afetarão principalmente a sua sede e outros locais em Frankfurt.

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