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Autárquicas/CDS-PP: Partido mantém-se o quarto com mais câmaras municipais

Nas primeiras autárquicas disputadas sob a liderança de Nuno Melo, o CDS-PP optou por concorrer sozinho a 43 câmaras municipais e integrar coligações com o PSD, do qual é parceiro de Governo, e com outros partidos em cerca de 150 municípios.
13 Outubro 2025, 10h09

O CDS-PP mantém-se o quarto partido com mais presidentes de câmaras municipais, seis eleitos em listas próprias e mais um em coligação com o PSD, mas sozinho obteve menos de 1,2% dos votos nas autárquicas de domingo.

Nas primeiras autárquicas disputadas sob a liderança de Nuno Melo, o CDS-PP optou por concorrer sozinho a 43 câmaras municipais e integrar coligações com o PSD, do qual é parceiro de Governo, e com outros partidos em cerca de 150 municípios.

Segundo dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, quando faltavam apurar os resultados de seis freguesias, o CDS-PP somou nos municípios em que concorreu sozinho cerca de 60 mil votos, 1,12% do total, e conseguiu 28 mandatos em câmaras municipais, menos três do que em 2021 – ficando nestes dois critérios bastante atrás do Chega, que se apresentou em listas próprias em todo o país, e em votação ficou também abaixo da IL.

Em presidências de câmaras municipais, contudo, ficou à frente destes dois partidos, mantendo-se o quarto partido com mais presidentes de câmara, depois do PSD, agora a maior força autárquica, do PS e do PCP, que coligado com o PEV venceu em 12 municípios. O Chega passou a governar três câmaras e a IL continuou sem nenhuma.

O CDS-PP conservou as seis câmaras que detém desde 2017: Albergaria-a-Velha, Oliveira do Bairro e Vale de Cambra, no distrito de Aveiro, em Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, de Santana, na Madeira, e Velas, nos Açores.

Além disso, viu o seu militante César Figueiredo ser eleito presidente da Câmara Municipal da Mêda, no distrito da Guarda, pela coligação PSD/CDS-PP.

Em declarações no domingo à noite, Nuno Melo realçou que “o CDS manteve todas as câmaras municipais que liderava sozinho” e “elegeu também na coligação PSD/CDS na Mêda como presidente de Câmara um dirigente” do partido.

“O CDS cresceu em presidentes de junta, em deputados municipais, em vereadores, cresceu em autarcas todos eles conjugados”, referiu.

Nuno Melo defendeu que o CDS-PP continua a ser “um partido absolutamente fundamental na democracia em Portugal” que “vale por si em listas próprias como vale por si em coligação”.

Através das coligações que integrou lideradas pelo PSD, ou apenas entre os dois – que foram mais de cem – ou juntamente com outros partidos como a IL, o CDS-PP participou nas vitórias em Lisboa, Porto e Gaia, em Guimarães, Cascais, Portalegre, Funchal e Aveiro, entre outras.

Nas primeiras eleições locais, em 1976, o então CDS teve o seu melhor resultado autárquico, elegendo 36 presidentes de câmaras municipais.

Manteve-se acima da fasquia das duas dezenas de câmaras até às autárquicas de 1993, quando baixou para 13, no ano em que passou a denominar-se CDS-PP, caindo depois para oito, em 1997.

Em 2001 o CDS-PP só elegeu três presidentes de câmara, e em 2005 e 2009 apenas um, em Ponte de Lima. Em 2013 subiu para cinco câmaras e desde 2017 detém as seis que agora conservou e às quais juntou outra em coligação.


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