A reforma do travão constitucional alemão está a dar algum ânimo às empresas europeias, apesar da ameaça de tarifas norte-americanas, projetando-se um primeiro trimestre acima da estagnação com que a economia da moeda única fechou o ano passado.
No dia de hoje, enquanto o Eurostat publica dados referentes ao PIB per capita em 2024, na Alemanha é divulgada uma atualização do índice de clima de negócios.
Segundo reportam a Bloomberg e o ‘Wall Street Journal’, as tarifas recíprocas, que entram em vigor no próximo dia 2 de abril, deverão excluir sectores sensíveis como o automóvel, o farmacêutico e o dos semicondutores.
Apesar de ser independente, o banco central dos EUA tem estado no foco do presidente e os responsáveis europeus começam a questionar informalmente se a Fed continuará a conceder liquidez em casos de stress financeiro acrescido. Por enquanto, não há alternativas robustas.
O PMI composto para a zona euro manteve-se acima de 50 pontos, mas não cresceu tanto como se esperava. A indústria voltou a uma situação de expansão após mais de dois anos em recessão, dando um impulso à atividade no espaço da moeda única.
A votação contou com 53 votos a favor em 69 possíveis, chegando assim à maioria qualificada de pelo menos 46 votos favoráveis para a legislação passar e acabar com anos de conservadorismo orçamental na Alemanha. Os três mil milhões de euros em ajuda militar bloqueados por Scholz ficam assim também disponíveis.