Autómovel Club de Portugal quer capacetes obrigatórios para trotinetes e bicicletas elétricas

A ação em tribunal pede a ilegalidade de regulamento que dispensa o uso de capacetes por parte dos condutores.

O Automóvel Club de Portugal (ACP) pretende que os capacetes para os condutores de trotinetes e bicicletas elétricas sejam novamente obrigatórias. A ação já foi pedida ao Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, numa queixa feita a 31 de outubro, para que seja “declarada a ilegalidade, com força obrigatória geral”, conta a edição do jornal “Expresso” deste sábado, 16 de novembro.

Até dezembro de 2018 o equipamento era obrigatório e quem fosse apanhado em falta era multado. Contudo, nesse mesmo mês com a “instrução técnica 1\2018”, da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) a utilização do capacete passou a ser facultativa. A ANSR estabeleceu que a circulação, nos veículos em questão, “não está dependente do uso do capacete por quem neles se faz transportar, não podendo este ser exigido pelas autoridades portuguesas”.

Por sua vez, o ACP entende que o Ministério da Administração Interna (MAI) deve “ser condenado a aprovar novo regulamento no sentido da obrigatoriedade da utilização de capacetes por parte dos condutores velocípedes com motor e de trotinetes a motor”.

Antes desta ação em tribunal, o ACP teve uma iniciativa de sensibilização da opinião pública sobre o uso do capacete. Do outro lado da barricada estão nesta polémica a Câmara Municipal de Lisboa e a sua empresa municipal EMEL, que gere a rede de bicicletas elétricas da cidade.

Recomendadas

Covid-19. Portugal com 1.144 mortes e 27.679 casos confirmados

Os dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS) indicam a existência de 27.679 casos confirmados e 1.144 mortes. O número de casos recuperados em Portugal aumentou para 2.549.

Chega está convencido de que PSD “será o nosso grande aliado político” no confinamento de ciganos

Carta de André Ventura a Rui Rio apresenta medidas do Plano Específico de Confinamento para as Comunidades Ciganas no âmbito da pandemia de Covid-19. Medidas incluem censo nacional, fiscalização da situação de menores e mulheres ou isolamento de comunidades onde haja infetados.

Estudantes e desempregados entre os que mais pedem apoio psicológico ao SNS24

A maior parte das chamadas estão “relacionadas com situações de stress, ansiedade e pedidos de esclarecimentos” sobre questões de “incerteza sobre a situação laboral ou à duração do isolamento social” no âmbito da Covid-19.
Comentários