O dólar norte-americano tem valorizado com o conflito no Médio Oriente. A moeda tira partido do “movimento de aversão ao risco”, assinala esta quinta-feira a consultora BA&N, e de “dados económicos favoráveis que foram publicados na quarta-feira nos Estados Unidos” que também ajudaram à recuperação das ações.
Esta quinta-feira o euro está a quebrar 0,18%, face ao dólar, para os 1,16128 dólares.
“A moeda norte-americana tem sido um dos poucos ativos a beneficiar com a guerra no Irão, mas os analistas consideraram que a recuperação não tem base em fundamentais e será por isso de curta duração”, assinala a consultora.
A BA&N salientou que o sexto dia da guerra no Irão tem mostrado “alguns sinais moderados de estabilização”, nos mercados financeiros, “marcando variações mais contidas, embora fortemente dependentes da evolução dos preços das matérias-primas energéticas”.
Esta quinta-feira o petróleo está a valorizar mais de 1%. O brent sobe 1,71% para os 82,79 dólares e o crude valoriza 2,26% para os 76,35 dólares, tirando partido das “notícias de ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão e retaliação das forças armadas do país a alvos estratégicos em diversos países do Médio Oriente”. Já o gás natural “volta a disparar esta manhã na Europa (+8%), negociando acima dos 50 euros por megwatt-hora (MWh), depois de na quarta-feira ter corrigido mais de 10%”.
A BA&N assinala que a subida das matérias-primas “está a acentuar” os receios com o impacto da guerra do Irão na inflação, “conduzindo as obrigações a terreno negativo devido à alteração de expetativas para a política monetária” a nível global.
“A yield das obrigações alemãs a 10 anos avança quatro pontos base para 2,8%, sendo que os agravamentos são mais expressivos noutros países do Euro. A taxa dos títulos norte-americanos com a mesma maturidade também acentua a tendência de alta, situando-se já acima de 4,1%”, referiu a consultora.
A BA&N assinalou também que os índices norte-americanos chegaram na quarta-feira a anular as perdas das duas sessões anteriores e os índices europeus apagaram grande parte do tombo da véspera, que tinha sido o mais forte desde abril”. Nas bolsas asiáticas o índice sul-coreano (KOSPI) fechou a sessão desta quinta-feira a subir mais de 9% depois de na quarta-feira tido tido a sua maior queda diária da história. O índice japonês fechou com ganhos a rondarem os 2%.
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