A reunião desta quarta-feira entre os sindicatos Mais, SBN e SBC e o grupo negociador das Instituições de Crédito confirmou um impasse nas negociações salariais para 2026.
As negociações para a revisão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do setor bancário continuam assim sem fumo branco.
Num esforço para aproximar posições, os sindicatos da UGT reduziram a sua proposta de aumentos salariais de 4,6% para 4,1%. Em resposta, o grupo negociador dos bancos subiu a parada de 1,8% para 2%, um valor classificado pelas estruturas sindicais como “manifestamente insuficiente” e “desajustado da realidade”.
Durante o encontro, a banca revelou a intenção de algumas instituições anteciparem, já este mês e por ato de gestão, um aumento de 2%. Embora os sindicatos compreendam a urgência de liquidez para os trabalhadores, alertam que este adiantamento não encerra o processo negocial.
O ponto de maior fricção continua a ser a situação dos reformados. Os sindicatos acusam a banca de “insensibilidade total” e “intransigência cega” ao ignorar sistematicamente qualquer melhoria para quem dedicou décadas ao setor. “O discurso não corresponde aos atos”, lamentam os sindicatos da UGT, sublinhando que todas as soluções propostas para este grupo têm sido rejeitadas.
O braço de ferro ocorre num cenário de lucros históricos. Um contraste que os sindicatos utilizam para classificar a proposta de 2% como “uma vergonha”.
Para o Mais, SBN e SBC, é incompreensível que as administrações elogiem publicamente o papel fundamental dos trabalhadores nos resultados excecionais, mas não traduzam esse reconhecimento nas tabelas salariais. Os sindicatos reafirmam a disponibilidade para negociar, mas garantem que a luta pelo “justo valor do trabalho” irá continuar até que a proposta reflita a robustez económica do setor.
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