Banco central são-tomense aposta na inovação digital para modernização financeira

BCSTP comemorou esta quinta-feira 29 anos da sua institucionalização, num ato marcado pela colocação em circulação de novas notas de 5, 10 e 200 dobras de “maior durabilidade” e “adaptabilidade ao clima quente e húmido” do arquipélago.

O Banco Central de São Tomé e Príncipe colocou esta quinta-feira em circulação novas notas de 5, 10 e 200 dobras (moeda local) e defendeu a aposta na inovação digital para a modernização do sistema de pagamentos no país.

O Banco Central de São Tomé e Príncipe (BCSTP) comemorou hoje 29 anos da sua institucionalização, num ato marcado pela colocação em circulação de novas notas de 5, 10 e 200 dobras de “maior durabilidade” e “adaptabilidade ao clima quente e húmido” do arquipélago.

Estas notas substituíram as anteriores que, segundo o governador da instituição, Américo Barros, além da acelerada deterioração, “as perícias nacionais e estrangeiras” constataram “constrangimentos graves passíveis de pôr em causa o controlo e a segurança do sistema financeiro”.

Com o lançamento das novas notas, Américo Barros disse que o BCSTP pretende “avançar rapidamente para a inovação digital” e modernização do sistema nacional de pagamentos através de alguns serviços como o SWITCH e Disaster Recovery, financiados pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), e o projeto Core Banking System, financiado pelo Banco Mundial.

“Estes projetos são cruciais para a modernização das infraestruturas do sistema de pagamentos e devem ser vistos como um processo global, integrado numa visão que não se limita a ATM [caixa para levantamento de dinheiro] e POS [terminal de pagamento]”, acrescentou Américo Barros.

O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, considerou que “o processo de crescimento económico” é essencial para “o investimento social”.

Em abril as autoridades financeiras são-tomenses inauguraram um novo sistema de pagamento automático que passou a permitir o pagamento com cartão VISA.

Na altura, o governador do BCSTP considerou que a possibilidade de pagamentos com o cartão VISA “poderá impulsionar o turismo e outros serviços” e ajudar o país “a angariar mais divisas necessárias para alavancar o desenvolvimento económico e social”.

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