Banco de Espanha revê em alta previsão de crescimento do país para 6,2% em 2021

A instituição publicou esta segunda-feira o seu relatório trimestral sobre a economia espanhola no qual indica que a melhor evolução da economia está ligada à menor incidência da pandemia de covid-19, ao progresso da vacinação e a uma maior absorção dos fundos europeus.

Madrid, Espanha

O Banco de Espanha reviu em alta a previsão do crescimento económico do país para 6,2% em 2021, no âmbito de uma melhoria das estimativas macroeconómicas para o período 2021-2023.

A instituição publicou esta segunda-feira o seu relatório trimestral sobre a economia espanhola no qual indica que a melhor evolução da economia está ligada à menor incidência da pandemia de covid-19, ao progresso da vacinação e a uma maior absorção dos fundos europeus.

O Banco de Espanha antecipa para o final de 2022 a recuperação do PIB (Produto Interno Bruto) para o nível anterior ao da crise provocada pela pandemia.

A entidade considera que 70% da população do país estará vacinada até ao final de agosto próximo, o que permitirá avançar no sentido do desaparecimento das medidas de contenção até ao final de 2021, de modo que a partir do segundo semestre do ano a atividade interna já não dependa das condições epidemiológicas.

As projeções atualizadas indicam que haverá um crescimento de 5,8% em 2022 e 1,8% em 2023, anos em que a taxa de desemprego cai para 14,7% e 13,7% respetivamente.

Do crescimento previsto no horizonte da projeção, o Banco de Espanha calcula que os fundos europeus contribuirão com um ponto percentual em 2021, 2,4 pontos em 2022 e 1,8 pontos em 2023, depois de melhorar a capacidade de absorção e o impacto positivo inicialmente calculado.

Estas são as previsões do cenário central do Banco de Espanha, que também fez projeções para um cenário mais favorável e para um cenário mais adverso, dada a incerteza sobre a evolução da pandemia.

O Banco de Espanha tinha reduzido, em março último, a previsão de crescimento económico do país para 6% em 2021 no cenário central, menos oito décimas do que tinha estimado em dezembro, devido a uma menor robustez da atividade a curto prazo.

O relatório publicado hoje assinala que no horizonte de projeção haverá uma melhoria substancial do défice público que, depois de subir meio ponto percentual em relação a 2020, para 8,2% do PIB em 2021, irá cair para 4,9% em 2022 e para 4,3% em 2023.

O rácio da dívida pública também piora para 120,1% do PIB em 2021, caindo em seguida dois pontos percentuais ao longo do horizonte de projeção: 117,9% em 2022 e 118% em 2023.

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