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Banco do Japão deverá manter taxas de juro

A reunião de política monetária de janeiro, que termina esta sexta-feira, 23, deverá manter o valor atual. A taxa de juro de referência subiu em dezembro para 0,75 %, o nível mais alto em três décadas para estabilizar o aumento dos preços.
22 Janeiro 2026, 09h55

O Banco do Japão (BoJ) iniciou a reunião de política monetária, prevendo-se que mantenha as taxas de juro de referência de curto prazo em 0,75%, num contexto marcado pela antecipação das legislativas para 08 de fevereiro.

Embora o BoJ tenha elevado as taxas em dezembro para o nível mais alto em três décadas e tenha afirmado que manterá essa trajetória, a agência de notícias local Kyodo afirmou que não são esperados novos aumentos na reunião, que terminará amanhã, uma vez que as autoridades do banco central querem examinar o impacto do aumento anterior.

O governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, afirmou no início de janeiro que o organismo manterá a trajetória de subidas das taxas de juro para alcançar um “crescimento económico sustentado”.

O responsável reiterou então a previsão de que o país entrará num ciclo de aumentos graduais dos preços e dos salários, e destacou a “resiliência” da economia japonesa em 2025, apesar do impacto das tarifas dos Estados Unidos.

Na reunião de política monetária de dezembro, o banco central japonês decidiu aumentar para 0,75 %, para o nível mais alto em três décadas, a taxa de juro de referência, com vista a estabilizar o aumento dos preços, em torno de 3% há meses.

Após décadas de deflação e estagnação dos salários reais, o ciclo de crescimento dos preços está a pesar sobre as famílias, e o Governo da primeira-ministra Sanae Takaichi aprovou um pacote multimilionário de estímulos para impulsionar a economia japonesa.

O esperado aumento da despesa pública, no entanto, deixou os investidores nervosos, que reagiram nos últimos dias com avultadas operações de venda da moeda japonesa, contribuindo para o enfraquecimento do iene e para um aumento do rendimento dos títulos de dívida a dez anos para níveis não vistos desde o final da década de 1990.

O fim da reunião do BoJ coincide com a dissolução da Câmara Baixa da Dieta (o parlamento japonês) anunciada por Takaichi, com vista à realização de eleições antecipadas a 08 de fevereiro.


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