Bankinter sobe 33,6% os lucros até Setembro

O Grupo Bankinter alcançou, até 30 de setembro de 2016, um resultado líquido consolidado de 400 milhões de euros.

Andrea Comas/Reuters

O Bankinter obtém um resultado líquido de 400 milhões de euros até setembro, mais 34% do no período homólogo do ano anterior graças ao crescimento do crédito e dos recursos, anuncia o banco em comunicado.

Estes resultados incluem dados da operação do Bankinter em Portugal, depois de concluída no passado dia 1 de abril a aquisição de negócios do Barclays. Sem considerar esta operação os resultados líquidos seriam de 335,5 milhões de euros, mais 12% em relação a setembro de 2015 e os resultados antes de impostos seriam de 451,9 milhões de euros, mais 7,8%, explica o banco.

A rentabilidade sobre o capital investido, ROE, cresce para 13,2%, o mais elevado do sector financeiro em Espanha, potenciado pelo efeito positivo do “badwill” de Portugal. Excluindo este efeito extraordinário, situa-se nos 10,7%.

Em relação à qualidade dos ativos a taxa de incumprimento a 30 de setembro de 2016 foi de 4,19%, menos 16 pontos base que há 12 meses, sendo de 3,67% se considerado apenas o negócio em Espanha. O nível de cobertura por provisões cresce para 50,6% face aos 42,2% existentes há 12 meses.

No que se refere à solvência, o Bankinter tem um rácio de capital CET1 fully loaded de 11,5%, 10 pontos base acima do trimestre anterior acima das exigências regulatórias.

O banco melhorou a sua estrutura de financiamento, reforçando o rácio de depósitos sobre créditos para 91%, em relação aos 83,5% de há um ano; e com um gap de liquidez de 5.000 milhões de euros, menos 44% em relação ao terceiro trimestre de 2015.

“Os vencimentos de emissões obrigacionistas pendentes até 2019 totalizam 2.600 milhões de euros, para os quais o banco dispõe de ativos líquidos no valor de 10.700 milhões e uma capacidade de emissão de obrigações no valor de 7.100 milhões”, explica o banco.

Apesar das dificuldades próprias de um contexto de baixas taxas de juros, a margem de juros do Bankinter atinge, a 30 de setembro, os 712,8 milhões de euros, com um crescimento de 10% em relação ao ano anterior e que, excluindo Portugal, seria de 4,4%, suportado em maiores volumes, tanto em crédito como em recursos, e uma melhoria do mix de negócio, refere o Bankinter.
No que se refere à margem bruta, conclui o terceiro trimestre com 1.269,9 milhões de euros, o que representa mais 5,9% que há 12 meses, e 1,3% de crescimento excluindo a operação em Portugal.

Em termos de balanço e quanto ao volume de crédito a Clientes, este totaliza 50.386,5 milhões de euros, mais 16,2% que há um ano. Os recursos de Clientes alcançam os 43.502,8 milhões de euros, mais 30,8%. Os recursos geridos fora de balanço representam um património total de 22.760,9 milhões de euros, mais 13%. Entre estes, os fundos de investimento geridos e comercializados ascendem a 15.653,8 milhões de euros, mais 16,8%.

No que se refere ao negócio de Banca Privada, o património de Clientes gerido alcançou os 29.600 milhões de euros, mais 10,2% que há um ano, apesar de ter sofrido uma diminuição de 800 milhões por efeito de mercado.

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