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BBVA passa a oferecer custódia para criptomoedas compradas na Binance

O banco espanhol estabeleceu uma parceria com a maior plataforma de compra e venda de criptomoedas à escala mundial. Os investidores passam a contar com mais um operador da banca tradicional para armazenar os ativos comprados naquela plataforma, à medida que o mercado se torna cada vez mais institucionalizado.
8 Agosto 2025, 16h46

O BBVA chegou a acordo com a Binance e vai passar a armazenar e gerir criptomoedas compradas pelos seus clientes através daquela plataforma.

É notório o aumento da regulação em torno do mercado de criptomoedas, juntamente com o apetite crescente pelas mesmas, um pouco por todo o mundo. Algo que é particularmente notório no caso da Binance, plataforma que regista o maior volume de transações de entre as várias operadoras do setor.

Estes fatores têm levado uma série de instituições financeiras tradicionais a investirem naqueles ativos, enquanto outras oferecem os seus serviços para custódia segura fora das próprias plataformas em que é possível comprar criptomoedas.

O banco espanhol enquadra-se neste último caso, assim como há vários exemplos na Europa, dois dos quais no mercado português, sendo eles o Bison Bank e o Banco Carregosa. Ao nível da UE, vários países já transpuseram o Regulamento de Mercados de Criptoativos (MiCA), emitido pela Comissão Europeia (é o caso de Espanha), mas outros, entre os quais Portugal, ainda não o fizeram.

Ora, o BBVA obteve a respetiva licença em março e lançou serviços de circulação de criptomoedas no mercado espanhol no passado dia 7 de julho.

Esta sexta-feira, a Binance, através de um comunicado publicado no seu site, que cita o “Financial Times”, faz saber que os clientes do banco espanhol que comprarem criptomoedas através da Binance já podem depositá-las precisamente no BBVA.

A decisão acompanha outras tomadas sobretudo por bancos dos EUA. JPMorgan, Goldman Sachs e Citigroup estão entre os exemplos, assim como o DBS Bank (sediado em Singapura).

Trata-se de um processo de descentralização do mercado das moedas digitais, que começou em grande força nos EUA e, com o passar dos anos, torna-se cada vez mais global. Este processo permite aos investidores verem os seus ativos colocados em instituições que consideram ser de confiança, depois de o colapso do FTX (antiga plataforma de transação de criptomoedas), em 2022, levantar enormes receios, que até hoje não se dissiparam por completo.

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