BCE autoriza distribuição de dividendos até 15% dos lucros acumulados de 2019 e 2020

Os bancos europeus vão poder voltar a distribuir dividendos em 2021, mas com condições. Têm de provar que têm solvabilidade e os lucros a distribuir aos acionistas não podem superar 15% do resultado acumulado de 2019 e 2020, e desde que exceda 0,2% do rácio de CET1.

O BCE permitirá a alguns bancos um dividendo de até 15% do lucro acumulado nos anos 2019 e 2020. Desde que não seja superior a 0,2% do seu capital de melhor qualidade.

Apenas o menor valor pode ser distribuído entre 0,2% do seu CET1 e 15% do lucro acumulado do período de 2019-2020 (o usual antes da crise era entre 40% e 50%) isto para os bancos que demonstrem ao supervisor que são solventes o suficiente para pagar dividendos.

O BCE apela assim a que os bancos não distribuam, até setembro de 2021, mais de 15% dos lucros acumulados de 2019-20 e que não excedam os 20 pontos base do rácio CET1.

Somente instituições que se revelem “lucrativas e com trajetórias de capital sólidas” podem pagar dividendos aos seus acionistas em 2021 por conta dos lucros dos dois anos anteriores.

O BCE pede aos bancos que usem de “extrema prudência nos dividendos e recompra de ações próprias”.

A autoridade monetária europeia tinha aprovado uma recomendação aos bancos da Zona Euro para que não paguem dividendos relativos aos anos de 2019 e 2020 e que também não recomprem ações próprias. Agora apela a que não distribuam dividendos até setembro de 2021 ou que os limitem àquelas condições.

As limitações à distribuição de dividendos e recompras de ações próprias serão levantadas em 30 de setembro de 2021.

Recomendadas

Lesados do BES em França enviam “mensagem” a futuro Governo

“Estamos aqui neste novo protesto para dizer aos políticos em Portugal que o nosso caso não está resolvido. Isto é uma mensagem no fim de 2021 para o futuro Governo, que vai ser eleito em janeiro, diz Carlos Costa dos Santos, coordenador dos Emigrantes Lesados Unidos (ELU), em declarações à Agência Lusa.

Santander escolhido como o “Banco do Ano” em Portugal pela revista do FT

Em reacção, o CEO do Santander Totta diz que “o Banco é hoje uma instituição mais forte, melhor estruturada, e tem os meios necessários para continuar a ser o parceiro de referência para as famílias e empresas portuguesas”.

Sindicatos recusam proposta final de revisão salarial dos Bancos e pedem intervenção da DGERT

Na última reunião, realizada no dia 30 de novembro, o grupo negociador dos bancos “apresentou a sua proposta final, não negociável, de 0,4%, da tabela salarial, de pensões de reforma e de sobrevivência e cláusulas de expressão pecuniária”. Uma proposta que os sindicatos dizem que “vai contra a pretensão inicial dos sindicatos (1,4% de aumento).
Comentários