BCE confirma: programa de compra de ativos termina no fim do mês

Após a reunião do Conselho de Governadores, o Banco Central Europeu explicou que mantém o plano para finalizar o programa de compra de dívida este ano. O foco passa agora para a conferência de imprensa de Mario Draghi às 13h30.

Reuters

O plano tinha sido anunciado em junho e esta foi confirmado esta quinta-feira. O Banco Central Europeu (BCE) vai encerrar o programa de compra de ativos no final deste mês.

O programa foi iniciado em março de 2015 para impulsionar o crescimento económico e a inflação na zona euro. Desde essa altura, o BCE  investiu 2,158 biliões de euros, incluindo 36.514 milhões de euros de dívida portuguesa.

“As compras líquidas no programa irão terminar em dezembro de 2018″, referiu o BCE em Ao mesmo tempo, o Conselho de Governadores está a reforçar o guidance sobre o reinvestimento”, em comunicado emitido após a reunião de política monetária do Conselho de Governadores.

“Ao mesmo tempo, o Conselho está a reforçar o forward guidance sobre o reinvestimento. Dessa forma, o Conselho de Governadores pretende reinvestir, por completo, os pagamentos de capital de ativos que cheguem à maturidade, por um período extenso e para além de quando começar a subir as principais taxas de juro, e em qualquer caso durante o tempo necessário para manter condições favoráveis de liquidez e um grau amplo de acomodação monetária”, referiu.

Em relação ao que tem vindo a dizer nos últimos meses, a diferença na mensagem reside nos aspetos do forward guidance e da intenção em reinvestir por completo o valor dívida que chega à maturidade. O foco passa agora para a conferência de imprensa às 13h30, na qual Mario Draghi poderá dar mais sinais sobre os próximos passos na normalização gradual da politica monetária.

O banco central informou ainda que manteve as taxas de juro de referência na zona euro em mínimos históricos. A taxa de juro diretora na zona euro continua, assim, em 0%, enquanto a taxa aplicável à facilidade de depósito também não sofreu alterações e permanece nos -0,40% e a taxa aplicável à facilidade permanente de cedência de liquidez fica em 0,25%.

“O Conselho de Governadores espera que as taxas de juro diretoras se mantenham nos níveis atuais, pelo menos, até depois do verão de 2019 e, em qualquer caso, enquanto seja necessário para assegurar a continuação da convergência sustentada da inflação para níveis abaixo, mas próximos, de 2% a médio prazo”, adiantou.

 

[Atualizada às 12h50]

Ler mais
Relacionadas

A magia das compras vai chegar ao fim, mas Draghi deverá manter cartas na manga

O presidente do Banco Central Europeu deverá confirmar que o programa de compra de ativos vai terminar no final do ano. No entanto, há pouca esperança que Draghi forneça pistas sobre os próximos passos na normalização gradual da política monetária.

Participação do Banco de Portugal no capital do BCE diminui

Assim, a partir de janeiro de 2019, Portugal passa a ter uma participação de 1,6367% no capital do BCE, face aos 1,7434% que possui até 31 de dezembro deste ano. Ou seja, em valor absoluto, a participação do Banco de Portugal valerá 177.172.890,71 euros.

“BCE teve que agir no limite das suas competências próprias” durante a crise, diz Santos Silva

A duas semanas da realização da Cimeira do Euro, o ministro dos Negócios Estrangeiros referiu que é necessário “completar” a reforma da União Económica e Monetária, mas também “corrigir alguns dos aspectos” da sua estrutura.

No penúltimo mês do programa, BCE comprou 206 milhões de dívida portuguesa

Lançado em março de 2015 para estimular a inflação e o crescimento económico na zona euro, o programa já levou o BCE a adquirir 36.514 milhões de euros de dívida portuguesa. No total dos países do bloco, a instituição comprou 10.122 milhões de euros em novembro e 7.41 biliões de euros desde o início do programa.
Recomendadas

Oficial: Benfica analisa proposta de 126 milhões por João Félix do Atlético de Madrid

Segundo a SAD benfiquista, o “valor proposto acima da cláusula de rescisão contempla o custo financeiro indexado ao pagamento a prestações previsto nesta proposta”. O jovem avançado do Benfica tem uma cláusula de 120 milhões de euros.

Aprovada entrega da casa aos bancos para saldar dívida no crédito à habitação

“É admitida a dação em cumprimento da dívida, extinguindo as obrigações do devedor independentemente do valor atribuído ao imóvel para esse efeito, desde que tal esteja contratualmente estabelecido, cabendo à instituição de crédito prestar essa informação antes da celebração do contrato”, lê-se na proposta do PS, que consta do projeto para a Lei de Bases da Habitação.

Aprovada entrega da casa aos bancos para saldar dívida no crédito à habitação

A proposta do PS para que seja admitida a entrega da casa às instituições bancárias para extinguir a dívida no crédito à habitação foi hoje aprovada, com o apoio de PSD, PCP e BE e a abstenção de CDS-PP.
Comentários